Governo do Iraque proíbe actividades de mercenários da Blackwater

17 de setembro 2007 - 20:38
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Mercenários da Blackwater protegendo Paul Bremer no Iraque em 2004O governo do Iraque decretou a proibição das actividades da Blackwater, uma das mais poderosas empresas de segurança privadas norte-americanas, que faz protecção à embaixada dos EUA em Bagdad, depois de um incidente em que agentes da empresa mataram nove pessoas e feriram 15 a oeste de Bagdad, no passado Domingo. A Blackwater mantém um grande contingente de guarda-costas no Iraque, que desde a invasão de 2003 protegeram o primeiro administrador dos EUA, Paul Bremer e os embaixadores John Negroponte, Zalman Khalilzad e Ryan Crocker, que é o actual embaixador americano.

"O ministro do Interior decretou a proibição da licença da Blackwater e a empresa não pode trabalhar mais no Iraque", anunciou o porta-voz do ministério, general Abdul Karim Khalaf.

A embaixada americana em Bagdad declarou que "ninguém foi expulso do país". Em Washington, um porta-voz de Condoleeza Rice indicou que a secretária de Estado vai chamar o primeiro ministro do Iraque para "lhe exprimir condolências pela perda de vidas humanas e assegurar-lhe que estamos a fazer um inquérito aos acontecimentos".

Segundo o general Khalaf, dois obuses de morteiro foram disparados à passagem de uma caravana de veículos diplomáticos americanos, que estava escoltada por guarda-costas da Blackwater. Os seguranças da empresa reagiram à explosão, disparando indiscriminadamente sobre as pessoas, matando 9 e ferindo 15.

Actualmente, há no Iraque entre 30 e 50 mil mercenários das companhias de segurança privadas, constituindo o segundo maior contingente estrangeiro armado, a seguir ao exército dos EUA. Estes mercenários são particularmente odiados pela população iraquiana, devido à sua violência e por dispararem indiscriminadamente.