O preço do barril de crude bateu esta quarta-feira um novo recorde máximo histórico, tendo chegado ontem a ultrapassar em Nova Iorque os 80 dólares.
Também o euro atingiu um novo máximo face ao dólar, tendo chegado a atingir o valor de 1,3889 dólares, superior ao anterior recorde de 1,3852 dólares de 24 de Julho passado. A tendência para as taxas de juro na Europa poderem subir e de nos Estados Unidos poderem baixar, devido à crise financeira nos EUA, está a ser o motivo para a valorização do euro nos mercados internacionais.
A notícia do Departamento de Energia norte-americano de redução das reservas de petróleo dos Estados Unidos em mais de sete milhões de barris, tornada pública ontem, provocou uma subida vertiginosa do preço do crude no mercado de Nova Iorque, chegando a 80,18 dólares.
Por sua vez, no mercado de câmbios o euro valorizou-se face ao dólar. Esta subida é provocada pela diferença de tendências de evolução nas taxas de juro, entre os Estados Unidos e a União Europeia.
Actualmente a taxa de juro de referência da Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, é de 5,25% e a do Banco Central Europeu (BCE) é de 4%.
A crise hipotecária e financeira nos Estados Unidos parece estar a manifestar-se já na economia real, da produção de bens e serviços, dos Estados Unidos, segundo parecem apontar vários indicadores, nomeadamente os do emprego. Perante esta situação, a Federal Reserve parece preparar-se para baixar as taxas de juro.
Ao contrário, na União Europeia, o BCE já pensava subir as taxas de juro na sua última reunião realizada este mês e a análise do seu presidente Jean Claude Trichet, considerando que a situação económica é, na Europa, bastante positiva e que é necessário continuar atento às pressões inflacionistas, como afirmou esta semana no Parlamento Europeu, apontam para uma subida nas taxas de juro.
As tendências de evolução diferente das taxas de juro entre os Estados Unidos e a União Europeia estão a levar à valorização do euro face ao dólar.
A subida do preço de petróleo e a valorização do euro, no quadro de crise financeira, fazem temer um agravamento de evolução da economia real.