Greve geral pára Israel

25 de julho 2007 - 16:28
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Serviço público encerrado com a greve em IsraelA central sindical israelita Histradut convocou uma grave geral por tempo indeterminado, que paralisou os serviços públicos do país nesta quarta-feira. Ofer Eini, secretário general da Histadrut, anunciou que o sector público israelita e os sectores privados sindicalizados pararam todas as suas actividades a partir das seis da manhã, hora local. A greve tem origem numa negociação salarial de dois anos, que acabou por falhar no princípio desta semana. A Histradut exigia aumentos salariais entre os dez e os 13% para cerca de 700 mil trabalhadores e uma actualização face ao último acordo salarial da função pública, de 2001. O Governo começou por oferecer 0,2%, já este ano falou em 0,4% e a oferta final foi de um aumento de 1% até 2009.

O Ministro das Finanças Ronnie Bar-On disse que o aumento de salários pedido ameaçaria a estabilidade económica do país, atrasaria o crescimento e causaria desemprego.

O Director do Ministério das Finanças encarregado dos salários, Eli Cohen, declarou que o Governo não tem dinheiro para aquele aumento, o que levaria a grandes cortes em áreas como a saúde, a educação, a segurança social e a defesa.

"O Ministro das Finanças concordou em aumentar os salários em 30 shekels, em média, o que dá para cada trabalhador comprar dois falafel (bolinhos de grão-de-bico fritos, comida típica em Israel). Esta não é uma oferta séria.", disse Eini

A maioria dos gabinetes do governo e os serviços postais estão fechados, com as excepções do Ministério da Defesa e do correio registado. Os serviços de saúde trabalham normalmente, excepto o Kupat Holim Clalit, que trata só de emergências. A Rádio Israel relatou que os cidadãos de Sderot que quisessem saber quais os serviços abertos tinham ao seu dispor um contacto directo com a Histadrut, por fax. Universidades, museus e outros institutos de ensino estão fechados.

Numa altura em que os israelitas partem de férias, o único aeroporto do país era uma peça fundamental desta greve. Eini, com a intenção de manter a porta aberta a negociações sérias, declarou adiada a acção de greve no aeroporto Ben-Gurion até à manhã de quinta-feira.

Hoje (quarta-feira) à tarde Eli Cohen vai reunir com Ofer Eini para uma discussão privada com o objectivo de acabar com a greve geral. O Ministério das Finanças declarou-se "aberto ao diálogo com a Histadrut, desde que as conversas estejam no quadro de negociações responsáveis, sensíveis aos custos que acompanham uma subida dos salários."

Como forma de pressionar os trabalhadores, Cohen anunciou esta manhã que o estado vai deduzir os dias de falta por greve nos salários dos funcionários grevistas. Os trabalhadores que participem em sanções parciais também vão ver reduzido o seu salário deste mês.

O Tribunal Nacional do Trabalho rejeitou, depois de as ter considerado durante a noite, petições apresentadas ontem para evitar a greve geral. A declaração emitida pelo Tribunal dizia que o estado tem a obrigação de negociar com a Histadrut e os sindicatos.