Reino Unido: oito prisões relacionadas com atentado fracassado

03 de julho 2007 - 2:01
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atentado_glasgowA polícia britânica já efectuou oito prisões por suspeita de envolvimento com os fracassados atentados com carros-bomba em Londres e Glasgow. Entre os presos estão dois médicos, Bilal Abdulla e Mohammed Asha, ambos formados em 2004, no Iraque e na Jordânia, respectivamente. Segundo a BBC, uma das prisões ocorreu no exterior.

Todos são suspeitos de ligação com a tentativa de detonar dois carros-bomba em Londres na madrugada de sexta para sábado e com o ataque de sábado em Glasgow (Escócia), quando dois homens atiraram um jipe cheio de combustível contra as instalações do aeroporto da cidade.

Na segunda-feira, a policia isolou um hospital de Paisley, cidade nos arredores de Glasgow, e fez várias detonações controladas. O hospital Royal Alexandra é onde Abdulla trabalhava, e também onde ele teria sido atendido com queimaduras graves depois de participar do ataque no aeroporto de Glasgow.

Já o jordano Muhammad Jamil Abdelkader Asha, 27 anos, licenciou-se em 2004 e é apontado como o provável cérebro da operação. Foi detido sábado, junto com a mulher Dana, na auto-estrada M6 no noroeste de Inglaterra.

Asha trabalhava como médico no Hospital de North Staffordshire, perto de Newcastle-under-Lyme onde a residência do casal foi revistada pela polícia no domingo.

Na Jordânia, Ahmed Asha, irmão de Mohammed, garantiu que o médico «não é um islamita, ou sequer um fundamentalista religioso, nem tem ligações ao terrorismo».

Uma fonte policial disse que a investigação vai muito bem e que novas prisões devem ocorrer, insistindo que o plano tinha "todas as marcas" da Al Qaeda.

A série de tentativas de atentado representa um desafio para o primeiro-ministro Gordon Brown, um escocês que assumiu o cargo na semana passada.

Além de Abdulla, de Asha e da esposa dele, dois outros homens, com 25 e 28 anos, também supostamente estrangeiros, foram detidos na noite de domingo em Paisley. A polícia disse que foram presos dentro das instalações do hospital Royal Alexandra.