França: vitória esmagadora da UMP de Sarkozy

11 de junho 2007 - 17:05
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sarkozy_1A União para um Movimento Popular (UMP), partido do presidente Nicolas Sarkozy, e os seus aliados de direita obtiveram uma vitória esmagadora no primeiro turno das eleições legislativas francesas de domingo. A UMP e aliados receberam 45,58% dos votos, seguidos do PS, com 28,01%, o MoDem, de François Bayrou, 7,61%, a extrema-direita, com 4,68%, o PCF, com 4,29%, a extrema-esquerda com 3,41%, os Verdes, com 3,25%. A abstenção foi a mais alta da história republicana francesa: 39,5%.

Com estes resultados, a previsão do diário Le Monde para a composição da próxima assembleia (cuja composição final ainda depende do ballotage, o segundo turno, no próximo domingo) é: UMP: 360 a 420 deputados, PS: 120 a 170, Novo Centro (direita aliada do UMP): 21 a 24, PCF: 6 a 12, MoDem: 1 a 4, Verdes: de 0 a 3.

Como já acontecera antes, o voto seguiu a esteira das eleições presidenciais e os franceses deram uma maioria absoluta clara ao novo presidente.

O PS melhorou um pouco o resultado presidencial do primeiro turno de Ségolène Royal (28,01 agora, contra 25,83% de Ségolène), mas ficou abaixo do objectivo de 30% perseguido pela direcção para evitar maiores estragos. O PCF tem um ligeiro retrocesso (teve 4,82% nas eleições legislativas anteriores) mas pela primeira em meio século deve ficar privado de grupo parlamentar, não conseguindo eleger os 20 deputados necessários para isso (tinha 22). Marie-George Buffet, depois de afirmar que “o PCF não está morto”, anunciou que fará no dia 22 “um apelo a um grande debate popular sobre o futuro da esquerda e do PCF”.

Os Verdes caem de 5,68 %, em 2002, para 3,25 %. A extrema-esquerda tem um ligeiro progresso. Segundo comunicado da LCR, os candidatos associados à Liga tiveram 533.711 votos, um ganho de 213.244 votos em relação a 2002. Olivier Besancenot atribuiu o mau resultado da esquerda à desmobilização do eleitorado devido à ausência de proporcionalidade na eleição, e apelou à resistência à direita.

Do lado direito da assembleia, vale notar que a ausência de eleição proporcional arrasa com o novo partido de François Bayrou, que apesar de 7,61% só tem garantida a sua própria eleição e no máximo chegará a quatro deputados. Por outro lado, o efeito Sarkozy destrói a extrema-direita, que tem o seu pior resultado desde 1981, quando iniciou o seu percurso eleitoral com 0,36%; em 1988, o Front National já tinha 9,66 %.