A questão do Sahara Ocidental vai voltar à alta roda da diplomacia na próxima semana. Governo marroquino e representantes da Frente Polisário, que reclama a soberania do território, encontram-se desta vez em Nova Iorque para cuprirem a última resolução da ONU que apelava às partes para darem início a conversações sem condições prévias. O secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, em visita a Espanha, convidou igualmente o governo de Zapatero a estar presente no encontro.
Para além de Espanha, a quem a direcção da Frente Polisário, reunida no passado fim de semana, incitava a "assumir plenamente as suas responsabilidades históricas e políticas" na conclusão do processo de descolonização do Sahara Ocidental, a ONU convidou também os governos da Argélia e Mauritânia, mais os quatro membros do Conselho de Segurança que estiveram na origem da resolução: EUA; Rússia, França e Reino Unido.
A direcção da Frente Polisário condenou a repressão dos serviços secretos marroquinos contra as populações civis e os estudantes sarauís nas universidades de Marrocos e reafirmou a esperança de que na actual faze de negociações não surjam os obstáculos que Marrocos tem colocado nas últimas décadas para atrasar o reconhecimento do "direito do povo sarauí à autodeterminação através de um referendo livre e transparente". Este referendo está previsto há muitos anos pela ONU, mas as divergências quanto ao processo de recenseamento e universo eleitoral ditaram que ele nunca avançasse até hoje.
Frente Polisário e Marrocos voltam à mesa das negociações
06 de junho 2007 - 18:37
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