Israel intensifica ataques aéreos à faixa de Gaza

21 de maio 2007 - 10:57
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Transporte de ferido na Faixa de Gaza - Foto da LusaOs ataques aéreos de Israel à faixa de Gaza provocaram nove mortos e mais de vinte feridos. No mais mortífero dos ataques foi atingida a casa de um deputado do Hamas.

Na manhã de hoje, quatro rockets palestinianos atingiram a cidade israelita de Sderot, que já foi abandonada por cinco mil dos seus 23 mil habitantes.

Ontem, em Belém, o ministro da Informação palestiniano, Mustafá Barghouti, foi agredido por soldados israelitas.

O governo israelita ordenou ao exército para que intensifique as operações contra a faixa de Gaza, com o objectivo de acabar com os disparos de rockets palestinianos contra território israelita.

No mais mortífero dos ataques israelitas, foi destruída a casa do deputado do Hamas Khalil Al-Hay, tendo provocado oito mortos, entre os quais o seu pai e dois menores.

Já na madrugada de 2ª feira um míssil provocou o corte de electricidade a 50000 habitantes de Nouzeirat e de um campo de refugiados no centro da faixa de Gaza.

O primeiro-ministro palestiniano, Ismail Haniyeh, do Hamas, considerou "um crime horrível perpetrado pelos sionistas contra um membro do Parlamento e civis". O presidente, Mahmoud Abbas, da Fatah, condenou a escalada israelita e apelou ao Quarteto (Estados Unidos, União Europeia, Rússia e ONU) a que exerça "pressões sobre Israel para que a escalada pare".

Ontem, o ministro da Informação da Autoridade Palestiniana, Mustafá Barghouti, foi agredido e obrigado a sair de uma aldeia em Belém, quando se solidarizava com os moradores que lutam contra a construção de um muro de separação israelita.

"Ao meio-dia, dei uma entrevista colectiva e depois houve uma manifestação pacífica dos moradores da aldeia e de vários estrangeiros, mas quando a imprensa foi embora os soldados começaram a agredir todos", denunciou Barghouti.

Um porta-voz do exército israelita disse que os soldados foram à aldeia para iniciar as obras de construção do muro, depois dos moradores terem sabotado os trabalhos e destruído material da obra. "As forças dispersaram a concentração usando métodos anti-distúrbios (...). Os efectivos não sabiam que o ministro palestiniano estava entre os concentrados", afirmou o porta-voz.

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