O Tribunal Constitucional polaco rejeitou vários artigos da Lei do Governo que obriga políticos, funcionários, professores, jornalistas e directores de imprensa a revelarem se alguma vez colaboraram com o regime comunista. Mesmo assim, o Governo de extrema-direita dos irmãos Kaczynski está já a preparar uma nova lei para eliminar todos os vestígios da época comunista que inclui entre outras medidas a retirada de todos os monumentos em homenagem a soldados soviéticos.
O Jornal El Pais noticia que o tribunal constitucional polaco declarou inconstitucionais alguns dos principais artigos da Lei da Memória, que impõe a cerca de 700 mil polacos a obrigação de revelarem o seu passado de colaboração com a polícia secreta comunista, sob pena de serem despedidos se não o fizerem ou mentirem.
O tribunal Constitucional quis pronunciar-se antes do dia 15 de Maio, porque esta era a data limite para que se começassem a recolher as "consfissões" dos cidadãos. A grande maioria dos polacos afectados por esta Lei, preferiu esperar a decisão do Tribunal Constitucional antes de tomar a decisão de declarar o seu passado ao Instituto da Memória Nacional, organismo que administra os arquivos da polícia secreta.
Mas a obcessão anticomunista do governo dos gémeos conservadores Lech y Jaroslaw Kaczynski não termina com esta decisão do Tribunal Constitucional, estando já a preparar uma nova Lei para eliminar qualquer vestígio da época comunista, que permitirá às autoridades retirar todos os monumentos dedicados a soldados soviéticos.
Também a Igreja Católica decidiu em Janeiro estudar o passado de todos os bispos da época comunista, depois do Arcebispo de Varsóvia Stanislaw Wielgus se ter demitido por pressões do Vaticano, já que no mesmo dia em que acedeu ao cargo forma descobertos os seus laços dcom a polícia secreta comunista
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Polónia: 700 mil obrigados a confessar passado comunista