O homicídio de Jean Charles de Menezes no metro de Londres em Julho de 2005, na sequência duma acção policial, continua sem castigo. A família do brasileiro que a polícia vigiava, confundindo-o com um terrorista e alvejando-o dentro duma composição do metro com sete tiros na cabeça, continua a exigir justiça e tem o apoio de várias ONG's. Hoje o organismo disciplinar da polícia, a Independent Police Complaints Commission (IPCC) decidiu não propor sanções aos 11 agentes envolvidos directamente na execução da desastrosa operação.
Esta decisão não afecta o curso da queixa que se mantém no tribunal e que tem julgamento agendado para Outubro. O IPCC não quis formular uma decisão sobre os outros 4 agentes sob investigação, que ocupam lugares de maior responsabilidade na preparação da operação policial, antes de conhecida a decisão do tribunal sobre uma acusação de quebra dos regulamentos de segurança.
Este processo foi uma consequência da decisão judicial de não acusar os agentes individualmente mas sim concentrar o processo no comando policial, o que levou os advogados da família a contestar no tribunal londrino o que chamou de "violação dos direitos humanos" desta família.
A actuação do líder da força policial, Ian Blair, e outros responsáveis da polícia metropolitana, antes e depois da morte de Menezes, estão também sob investigação.
Na explicação das conclusões do inquérito hoje divlgadas, o presidente do IPCC disse que após a sua análise do sucedido, não vê como Menezes poderia ter agido de forma diferente, para lhe pemitir escapar à tragédia que se seguiu. Mais uma vez pediu desculpas públicas à família e referiu não pretender agravar a sua mágoa com esta decisão.