Equador: 78% a favor da Assembleia Constituinte

16 de abril 2007 - 11:55
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Apoiantes do 'sim' festejam a vitória no Equador - Foto da LusaNo referendo realizado ontem no Equador, 78% dos votantes aprovaram a convocação de uma Assembleia Constituinte, como propunha o presidente Rafael Correa.

"Hoje deu-se a maior vitória que o país recorda: a vitória do sim ao futuro e à pátria foi esmagadora", declarou o presidente equatoriano. Rafael Correa acrescentou: "quero que se entenda que não devemos resolver os conflitos políticos com manobras, mas sim através das urnas. Da parte do governo, queremos dizer que a todas as manobras responderemos sempre com mais democracia". O presidente afirmou ainda que expulsará do país o representante do Banco Mundial, assim que acabe de pagar a dívida.

O presidente Rafael Correa foi eleito em 15 de Janeiro e a convocação de uma Assembleia Constituinte foi uma das suas principais bandeiras. Porém, a maioria dos deputados, desfavorável ao presidente, quis opor-se à realização do referendo, já depois deste marcado, considerando-o inconstitucional.

Os resultados definitivos do referendo só serão conhecidos dentro de cinco dias, mas uma sondagem da Cedatos-Gallup à saída das urnas aponta para que o ‘sim' tenha ganho com 78,1%, contra 11,5% no ‘não' e 10,4% de votos em branco.

Rafael Correa considerou o triunfo como histórico, apelou a que sejam escolhidos os melhores homens e mulheres para a Assembleia Constituinte e prometeu passar os seus quatro anos de mandato em campanha "contra a imoralidade, a corrupção, a miséria e o derrotismo".

O presidente equatoriano salientou que a Assembleia Constituinte é essencial: "para ter uma democracia representativa e muito mais participativa, para despolitizar os tribunais e os organismos de controlo, para descentralizar, para superar o nefasto modelo neoliberal".

Rafael Correa afirmou ainda que o sistema de dolarização se manterá nos quatro anos do seu mandato, ao contrário do que a oposição tinha dito na campanha. Sobre o Fundo Monetário Internacional (FMI) informou que na quinta-feira passada tinham sido pagos os últimos 9 milhões de dólares que o Equador lhe devia e declarou: "não queremos saber mais nada deles". Em relação ao Banco Mundial afirmou: "Quando terminarmos de pagar, expulsaremos do país o representante do Banco Mundial, porque não vamos aceitar chantagens de ninguém"

Notícia anterior no esquerda.net:

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