Críticas e dúvidas em relação ao massacre da Virgínia

17 de abril 2007 - 12:54
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virginiaEstudantes e professores da Universidade Politécnica da Virgínia questionam a actuação das autoridades policiais no massacre que provocou ontem a morte a 33 pessoas - incluindo o atirador. As últimas informações indicam que o atirador tinha 23 anos e se chamava Cho Seung-Hui, de origem sul-coreana, e os testes de balística confirmaram que apenas uma arma foi usada no dormitório e nas salas de aula, o que leva a polícia a pensar que o jovem terá agido sozinho. Mas a principal crítica é a de que as autoridades não tomaram medidas especiais depois do primeiro ataque, que provocou a morte a duas pessoas no dormitório West Ambler Johnston Residence Hall. O massacre ocorreu duas horas depois, na faculdade de engenharia, e os estudantes e professores não tinham recebido qualquer aviso especial. "Sabíamos que tinha havido tiros, mas pensámos que era uma questão particular", disse o reitor Charles Steger. Os estudantes denunciam que só depois de duas horas receberam um mail anunciando o sucedido, pouco antes de ocorrer o massacre na faculdade de Engenharia. Perguntado se tinha havido negligência, o governador do Estado, Timothy M. Kaine, limitou-se a dizer que está em curso uma investigação sobre a questão: "É importante não retirar conclusões prematuras.

O site da Universidade fez uma cronologia dos factos, disponível aqui. Por ela podemos saber que os serviços de emergência (911) receberam o primeiro alerta em relação ao tiroteio no dormitório, onde vivem 895 estudantes, às 7h15. Mas o assassino escapou.

Apesar desses acontecimentos, as aulas não foram suspensas e a polícia achava que o criminoso tinha abandonado a universidade.

Às 9h26, todos os professores e estudantes receberam um mail anunciando o crime no dormitório e a investigação que estava em curso. Mas às 9h45 a polícia recebeu uma chamada dando conta de tiros na Faculdade de Engenharia Norris Hall, situada no outro lado do campus, a mais de cem metros de distância do dormitório. O assassino tinha trancado as portas para tentar impedir a fuga de estudantes e professores, e alguns deles feriram-se ao escapar pelas janelas.

Quando a polícia chegou ao segundo andar do edifício, o atirador tinha-se suicidado.

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