Escândalo de nepotismo abala Banco Mundial

13 de abril 2007 - 18:00
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Wolfowitz em maus lençóisO presidente do Banco Mundial e antigo nº 2 do Pentágono, Paul Wolfowitz, foi acusado de nepotismo, por ter decretado um enorme aumento de salário à sua companheira sem os necessários vistos internos da organização. A associação de funcionários do Banco Mundial pede a demissão do presidente, justificando o pedido com a falta de credibilidade para exigir transparência e rigor aos países devedores. A notícia surge na véspera da cimeira de primavera entre o FMI e o Banco Mundial. O conselho executivo do BM anunciou ontem que vai agir com celeridade sobre este caso que está a abalar a imagem da instituição.



Num email enviado aos dez mil funcionários do Banco Mundial, Wolfowitz assumiu a responsabilidade pelo erro e admitiu ter aumentado indevidamente o salário da funcionária em causa, Shaha Ali Riza, e pediu desculpas pelo facto.

Segundo os dados do Government Accountability Project, um organismo que monitoriza as práticas de gestão da instituição, o salário de Shaha Riza passou de 47.300 dólares para 200.000 dólares/ano. Caso as regras internas tivessem sido respeitadas, estes aumentos salariais nunca teriam sido possíveis. Riza teve de deixar o BM após a chegada de Wolfowitz, já que as normas vigentes impedem os casais de assumirem tarefas que coloquem um membro sob a supervisão do outro. Em Setembro de 2005, a companheira de Wolfowitz foi colocada no Departamento de Estado dos EUA, onde trabalha como especialista para o Médio Oriente e África.

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