Bush critica visita de Pelosi à Síria

03 de abril 2007 - 21:52
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Nancy Pelosi à chegada ao aeroporto de Damasco -Foto da LusaNancy Pelosi, a presidente democrata da Câmara de Representantes, chegou ontem a Damasco, iniciando uma visita à Síria, onde se vai encontrar com o presidente Bashar al-Assad. George W. Bush criticou a visita de Pelosi, considerando que envia "mensagens contraditórias à região".

O presidente norte-americano afirmou também que os democratas foram "irresponsáveis" no Congresso, por aprovarem uma lei que prevê uma data para a retirada das tropas norte-americanas do Iraque.

Nancy Pelosi foi recebida no aeroporto de Damasco pelo ministro sírio dos Negócios Estrangeiros, Walid al-Moualem. À chegada, Pelosi afirmou ter "poucas ilusões mas muita esperança" no encontro que vai ter 4ª feira com o presidente da Síria e com quem, garantiu, irá debater sobretudo o combate ao terrorismo, nomeadamente no Iraque.

Ao contrário George Bush, numa conferência de imprensa na Casa Branca, afirmou: "Temos dito claramente aos altos responsáveis, sejam democratas ou republicanos, que irem à Síria envia mensagens contraditórias à região e também ao presidente Assad". E acrescentou que estas visitas "levam os responsáveis do governo [sírio] a acreditar que fazem parte da comunidade internacional, enquanto que o seu estado apoia o terrorismo".

O presidente dos EUA afirmou também, em conferência de imprensa na Casa Branca nesta 3ª feira: "Num tempo de guerra, é uma irresponsabilidade da liderança democrata no Congresso adiar o envio de fundos enquanto os nossos soldados aguardam os recursos". E acrescentou ainda: "A falha do Congresso em enviar fundos às nossas tropas, que estão na linha da frente no Iraque, significa que algumas famílias de militares esperarão mais tempo para que os seus entes queridos possam voltar par casa".

As declarações de Bush nesta 3ª feira seguem-se à declaração do líder democrata no Senado, Harry Reid, na véspera, que anunciou que tentará diminuir os recursos destinados ao conflito, no caso do presidente rejeitar a proposta do Congresso de estabelecer um prazo para a saída das tropas. "Se o presidente vetar a lei [que estabelece um cronograma de retirada] ele estará a adiar o envio de recursos para os nossos soldados e a manter a sua estratégia para o fracasso", afirmou Reid.

"Qualquer opção que eles escolham, espero que elaborem uma lei e me entreguem. Se forem cronogramas artificiais para a retirada, ou cortes de fundos para as nossas tropas, ou sugestões sobre como agir no conflito, eu vetarei", ripostou Bush.

O Congresso norte-americano prepara-se para enviar ao presidente uma lei que aprova o envio de 96 milhões de dólares para as guerras do Iraque e do Afeganistão, mas também estabelece uma data para a retirada das tropas dos EUA do Iraque.

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