A primeira visita do novo Secretário Geral das Nações Unidas ao Iraque ficou marcada por uma forte explosão na zona verde de Bagdad, precisamente no momento em que Ban Ki-Moon dava uma conferência de imprensa conjunta com o Primeiro Ministro iraquiano. Ban Ki-Moon assustou-se com a explosão, tendo-se baixado de imediato. Segundos antes, o Primeiro Ministro Nuri al Maliki anunciava que a visita do Secretário Geral da ONU era sinal de que o Iraque está no caminho da estabilidade, ao receber tão ilustres figuras internacionais. Veja no site da BBC o momento da explosão.
A visita surpresa de Ban Ki-Moon ao Iraque ficou marcada por uma explosão que surpreendeu o Secretário Geral das Nações Unidas, que se baixou de imediato com o susto. A explosão decorreu na Zona Verde de Bagdad, uma zona de máxima segurança na capital iraquiana onde estão situados os edifícios governamentais e as embaixadas estrangeiras. O rocket terá falhado o alvo, tendo deflagrado a cerca de 50 metros do local da conferência de imprensa, deixando uma cratera de dimensões consideráveis. Enquanto Ban Ki-Moon se baixou com o susto, Nuri Al Maliki limitou-se a responder às perguntas dos jornalistas, como se nada fosse.
A visita de Ban Ki-Moon destinava-se a assinalar o plano de reconstrução do Iraque em cinco anos, anunciado na semana passada. Poucos segundos antes da explosão, o PM iraquiano afirmava, dirigindo-se a Ban Ki-Moon: «Consideramos esta visita uma mensagem positiva ao mundo, na qual pode confirmar que Baghdad volta a ser anfitriã de importantes figuras mundiais, precisamente porque deu grandes passos a caminho da estabilidade»
Ban Ki-Moon tinha igualmente feito votos para que a estabilidade vingue no Iraque: «Estou confiante que num futuro próximo teremos um povo iraquiano e um governo mais prósperos e seguros, com um futuro mais saudável»
Recorde-se que as Nações Unidas passaram a ter uma presença mais ténue e low profile no Iraque desde que o seu corpo principal abandonou o Iraque na sequência do ataque de 2003 à sede da ONU em Baghdad, que matou 22 pessoas, incluindo o então Secretário Geral, Sérgio Vieira de Melo.