A ONU aceitou o pedido do presidente do Irão para liderar pessoalmente a delegação do país na próxima reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Ahmadinejad fará a defesa do programa nuclear perante os 15 países que têm em cima da mesa uma proposta de novas sanções a Teerão.
Esta proposta proíbe a exportação de armas pelo Irão, embora não ponha obstáculos à importação. Outra medida a decretar é o congelamento dos bens de 28 entidades, como o banco estatal Sepah e várias empresas e figuras próximas do regime. A resolução prevê ainda, à semelhança da anterior que foi aprovada em Dezembro, que os iranianos sofrerão novas sanções dentro de 60 dias se não recuarem no desenvolvimento do programa.
As sanções anteriores congelaram igualmente bens de empresas ligadas ao projecto nuclear e proíbiram a importação de material que pudesse ser utilizado na investigação. Agora, mais uma vez, as semanas de negociações acabaram por excluír medidas mais duras, como a proibição de viagens dos governantes iranianos.
Em resposta às sanções de Dezembro, o Irão optou por desafiar o Conselho de Segurança e acelerou o projecto. Na reunião da próxima semana, Ahmadinejad continuará a defender que o programa não tem fins militares e que não aceitará recuar sob pressão, sublinhando o direito do seu país a desenvolver tecnologia que outros países da região já detêm.
As opiniões sobre o efeito real das sanções vão desde os que registam um reforço do apoio popular ao discurso inflamado do regime contra os EUA, aos que, como a administração Bush, acreditam que as restrições no acesso ao mercado financeiro internacional estão já a provocar fracturas no poder político e a contribuir para o isolamento do país.
Para chegar a Nova Iorque, Ahmadinejad precisa que as autoridades norte-americanas emitam um visto de entrada, uma situação que já aconteceu no passado, quando o presidente iraniano discursou nas Nações Unidas.