As declarações do presidente da Assembleia Nacional cubana, Ricardo Alarcon, vieram agitar os planos para a sucessão de Fidel Castro no comando no governo de Cuba. "Ele estará em plena forma para se apresentar em 2008", disse Alarcón. Este alto responsável do regime cubano veio dar mais um sinal da recuperação física do homem que governa a ilha há 47 anos e que se encontra desde há vários meses submetido a tratamentos médicos para debelar uma doença que se crê ser do foro intestinal, embora esteja classificada como segredo de estado.
Nas últimas semanas, a saúde de Fidel tem evoluído positivamente, e disso dá testemunho Gabriel Garcia Márquez, que na semana passada "desapareceu" quando toda a imprensa o procurava por causa do seu 80º aniversário. Afinal, o Nobel da literatura aproveitou esse momento para visitar Fidel, com quem diz ter feito uma longa caminhada, classificando o líder cubano como "o mesmo Fidel de sempre, uma força da natureza".
Segundo o diário El País, Fidel tem mantido contactos telefónicos frequentes com o presidente venezuelano Hugo Chávez, tendo inclusive entrado em directo no programa televisivo em que Chávez recebe chamadas dos telespectadores. A intervenção de Castro na vida política cubana e nos assuntos de Estado intensificou-se nas últimas semanas, em que o líder foi chamando ministros, colaboradores próximos e dirigentes do PC cubano para darem esclarecimentos e receberem instruções no local onde se encontra a recuperar da doença.
Fidel Castro não escondeu a satisfação com o resultado da "contra-tournée" de Chávez por vários países da América latina e fez questão de a partilhar ao telefone com o próprio Chávez e também com o presidente do Haiti, René Préval, em conversa posteriormente transcrita pelo jornal oficial do regime, o Granma, e que pode ser lida aqui.