O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, foi recebido com grandes manifestações de apoio popular na cidade de Porto Príncipe, capital do Haiti, na última etapa da sua visita ao continente latino-americano que o levou também à Argentina, à Bolívia, à Jamaica e à Nicarágua. Chávez, o presidente do Haiti, René Préval e o vice-presidente de Cuba, Esteban Lazo, assinaram protocolos de programas de integração e desenvolvimento, dos quais Chávez destacou o energético.
"Vamos aumentar a quota de fornecimento de derivados de petróleo ao Haiti de 7 a 14 mil barris diários", disse o presidente venezuelano.
Chávez anunciou também a doação de 3 milhões de dólares para a compra de 25 camiões compactadores de lixo, que serão integrados no sistema de saneamento do país. Será criada uma comissão de projectos estratégicos trilaterais, para os quais a Venezuela destacará um conjunto de técnicos que se deslocarão a Porto Príncipe.
René Préval anunciou igualmente a criação de um fundo humanitário de 20 milhões de dólares, que será usado para construir equipamentos e as habitações dos médicos cubanos que irão trabalhar em todas as comunidades do Haiti.
O Haiti vive desde 2004 sob o domínio de uma força da ONU, primeiramente comandada pelos EUA, e depois pelo Brasil, que envolve 6.700 militares. A força da ONU interveio no seguimento de um golpe militar armado que derrubou o presidente eleito Bertrand Aristide. Um estudo publicado na prestigiada revista médica britânica Lancet dá conta da ocorrência de 8 mil assassinatos e 35 mil casos de abuso sexual ocorridos na área da Grande Porto Príncipe durante o período do regime interino, entre 2004 e 2006.
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