Um atentado suicida provocou a morte de pelo menos 19 pessoas e feriu outras 15 na principal base militar americana no Afeganistão, onde se encontrava o vice-presidente dos EUA, Dick Cheney, que não foi atingido. Os taliban reivindicaram a autoria do atentado e afirmaram que sabiam da presença de Cheney na base.
Os Estados Unidos têm cerca de 27 mil soldados no Afeganistão. Cerca de quatro mil pessoas morreram em combates no ano passado, o mais sangrento desde a expulsão dos taliban do governo do Afeganistão em 2001.
O suicida só conseguiu chegar à entrada principal da base de Bagram, a 60 quilómetros da capital Cabul. Detido pelos guardas, accionou o detonador das cargas explosivas. Um soldado americano morreu. Um porta-voz disse que o vice-presidente estava a salvo no interior da base no momento da explosão.
Logo a seguir ao atentado, Cheney viajou para Cabul, onde se reuniu com o presidente Hamid Karzai. O objectivo da viagem ao Afeganistão e ao Paquistão - onde Cheney esteve antes - é pedir aos presidentes dos dois países que aumentem os esforços para combater os taliban, que redobraram forças nos últimos meses e ampliaram muito a capacidade de ataque contra as tropas americanas e da Nato.