Depois do Congresso ter votado contra os planos de Bush para o Iraque, pressões da Casa Branca levaram o Senado americano a bloquear a discussão de uma resolução que punha em causa a estratégia de Bush. Para que o assunto fosse discutido no Senado eram necessários 60 votos a favor. Mesmo com sete Republicanos a votarem pelo debate (além dos democratas e independentes) o resultado ficou aquém do necessário (56-34). No início de Março a discussão do orçamento suplementar para financiar as tropas americanas no Iraque, promete gerar nova polémica.
O Senado americano votou ontem por 56-34 contra a abertura de um debate sobre a estratégia do Presidente George W. Bush para o Iraque.
A decisão do Senado segue-se à aprovação sexta-feira na Câmara dos Representantes de uma resolução criticando a decisão de Bush em reforçar com mais de 20 mil efectivos as forças envolvidas em operações naquele país. Na altura da aprovação desta resolução no congresso, o porta-voz da Casa Branca acusou os democratas de "tentar que a estratégia do Presidente falhe, antes de sequer ser aplicada", enquanto Nançy Pelosi (Democrata, Presidente do Congresso) sublinhava a necessidade de "inverter o rumo na questão do Iraque, de modo a pôr fim ao envolvimento militar e trazer de volta as nossas tropas".
Mas a Casa Branca estava disposta a tudo para evitar a continuação da discussão no Senado. A direcção do Partido Republicano predispunha-se a recorrer a tácticas obstrucionistas (filibustering, na expressão em inglês), memso que se constasse a possibilidade de uma maioria de três quintos permitir o início de um debate que, quase certamente, terminaria com uma resolução semelhante à aprovada na câmara baixa do Congresso americano.
Contudo, este debate ainda não terminou. Em Março será discutido o orçamento suplementar (70 mil milhões de euros) que vai financiar a estratégia bélica de Bush. Uma das estratégias dos democratas passará por exigir um maior intervalo entre comissões de serviço na frente de combate, nunca inferior a 365 dias, o que tornaria impossível a manutenção dos actuais níveis de tropas no Iraque, já que muitos cumprem missões de serviço quase consecutivas.