Planos de Bush rejeitados pelo Congresso

17 de fevereiro 2007 - 15:57
PARTILHAR

George BushNuma resolução simbólica mas politicamente importante, o Congresso dos Estados Unidos rejeitou a ampliação do contingente militar norte-americano no Iraque. É a primeira vez em quase quatro anos de guerra que a Câmara rejeita a conduta de Bush. A resolução foi aprovada por 245 votos contra 182. "A passagem desta legislação vai sinalizar uma mudança de direcção no Iraque que acabará com a luta e trará nossas tropas para casa", esclareceu Nancy Pelosi, a democrata que preside ao Congresso.

 

De acordo com a agência Reuters, a medida não impede o presidente George W. Bush de enviar 21,5 mil soldados a mais para o Iraque, mas os defensores da resolução esperam que ela pressione o presidente a mudar de rumo e a iniciar a desocupação militar do Iraque, onde mais de 3.100 soldados dos EUA já morreram. A resolução obteve o apoio da quase totalidade do bloco da maioria democrata e de 17 eleitos que pertencem ao Partido Republicano. Seis parlamentares abstiveram-se.

"A passagem desta legislação vai sinalizar uma mudança de direcção no Iraque que acabará com a luta e trará nossas tropas para casa", disse a presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi.

Este texto, não vinculativo, representa a mais severa condenação jamais sofrida pelo presidente George W. Bush à sua estratégia para o Iraque.


"A escalada é não só a política errada para os EUA, é também a política errada para o Iraque. Se o Iraque quiser ter sucesso como um Estado estável e próspero, precisa aprender a assumir a responsabilidade", disse o democrata Tom Lantos, um dos três autores da resolução.

A Casa Branca não tinha ilusões sobre o desfecho desfavorável da votação. «Bush indicou claramente que o Congresso deve exprimir a sua opinião», sublinhou hoje o porta-voz presidencial Scott Stanzel. «O debate importante começará quando se falar do apoio que o Congresso concederá ou não aos militares», acrescentou, numa alusão ao debate das próximas semanas, quando se tratar de votar o orçamento da «guerra contra o terrorismo», a começar por um montante de mais de 93 mil milhões de dólares para 2007.

Sobre o financiamento às tropas americanas, o Partido Democrata ainda não tem uma estratégia definida.  Ao que tudo indica, promete não cortar o financiamento para os soldados no exterior, pois isso «poderia colocar sua segurança em risco», mas deve tentar impôr condições no orçamento bélico que obrigariam Bush a suspender a ampliação do contingente.

Termos relacionados: Internacional