EUA: fraude de 10 mil milhões de dólares nos fundos para o Iraque

16 de fevereiro 2007 - 12:58
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Dick Cheney vice-presidente dos EUA e antigo director da HalliburtonUma auditoria do Gabinete de contabilidade governamental (Government Accountability Office - GAO) dos Estados Unidos detectou que 10 mil milhões de dólares (cerca de 7 614 milhões de euros), dos fundos governamentais dos Estados Unidos destinados à reconstrução do Iraque, foram mal gastos ou desapareceram.

A empresa Halliburton, de que o vice-presidente, Dick Cheney, foi presidente, é responsável por um quarto desse valor.

Segundo o jornal El Pais de hoje, a auditoria do GAO detectou que os departamentos de Defesa e de Estado não controlaram devidamente os fundos destinados à reconstrução do Iraque. A auditoria detectou atrasos nos projectos de construção, facturas inflacionadas e pagamentos por obras inacabadas ou nem sequer executadas.

A auditoria recaiu sobre os 57 000 milhões de dólares destinados à reconstrução, pelo que se conclui que um em cada seis dólares destinados à reconstrução do Iraque foi gasto fraudulentamente.

Os auditores assinalaram que não houve nenhum tipo de controlo sobre as empresas contratadas e recomendaram ao Pentágono que reveja a dependência de empresas contratadas. Dos dez mil milhões de dólares gastos fraudulentamente, 25% é da responsabilidade da empresa Halliburton, da qual Dick Cheney foi presidente e administrador executivo.

David Walker, supervisor geral do GAO, sublinhou que o seu gabinete há anos que informa de problemas de contabilidade, mas que as suas denúncias têm caído em saco roto. "Não há contabilidade" afirmou acrescentando que "não se responsabiliza as organizações encarregadas de supervisionar os contratos".

24 senadores democratas apresentaram entretanto uma proposta de lei para endurecer as penas para quem beneficie de forma ilegal com os contratos. As penas poderão elevar-se até 20 anos de prisão e multas até um milhão de dólares, como foi aprovado por lei no tempo de Clinton posteriormente suprimida por George W. Bush.

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