Paris exige retirada norte-americana do Iraque

07 de fevereiro 2007 - 10:57
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Tropas_EUAO primeiro ministro francês Dominique de Villepin e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Philippe Douste-Blazy, afirmaram ontem que a única solução para resolver a guerra civil no Iraque, passa pela retirada das forças norte-americanas até 2008. É  primeira vez que a França avança com uma data concreta de retirada. Facto a que não deve ser alheio a alteração da correlação de forças no Congresso e Senado dos Estados Unidos, sendo estes órgãos dominados por partidários de uma retirada norte-americana. No entanto, esta proposta francesa foi imediatamente rejeitada pela Administração Bush e pelo governo Blair.

Numa entrevista publicada terça-feira no sítio Internet do Financial Times, Villepin, declarou: "se não se disser que, dentro de um ano, deixará de hav er soldados norte-americanos e britânicos em solo iraquiano, nada se passará no Iraque, a não ser mais mortos e mais crises".

Considerou que "hoje, a presença militar é considerada como ilegítima p elos iraquianos". "Dizer que as tropas estrangeiras deixarão o país quando o Ira que for democrático e estiver pacificado é absurdo. Isso jamais acontecerá", sublinhou o primeiro-ministro.

É preciso "definir um calendário que estipule em que data estas tropas vão sair (do país), precisou Villepin.

Numa intervenção terça-feira à noite para uma plateia na cadeia de tele visão francesa I-Télé, Douste-Blazy reforçou: "a única solução (...) é que no horizonte de 2008, haja uma retirada das forças estrangeiras", disse.

Tanto Villepin como Blazy traçaram um quadro catastrófico da guerra no Iraque.

"O diagnóstico é cruel, opinou o primeiro-ministro. Os Estados Unidos falharam no Iraque. Mais de 3.000 soldados norte-americanos morreram desde 2003 e 12.000 civis iraquianos morrerem em 2006".

"O Iraque é hoje uma guerra civil", estimou, por seu lado, o chefe da diplomacia, denunciando "a cegueira" da política norte-americana neste país desde 2003.

Esta posição, mereceu uma feroz oposição da Casa Branca.

"Um calendário de retirada antes de as forças de segurança iraquianas serem capazes de assegurar a protecção dos iraquianos conduziria a um aumento da violência no Iraque e isso é algo que não nos podemos permitir, comentou o porta -voz do Conselho de Segurança nacional, Gordon Johndroe.

Numa entrevista publicada terça-feira no sítio Internet do Financial Times, Villepin, declarou: "se não se disser que, dentro de um ano, deixará de hav er soldados norte-americanos e britânicos em solo iraquiano, nada se passará no Iraque, a não ser mais mortos e mais crises".

Considerou que "hoje, a presença militar é considerada como ilegítima p elos iraquianos". "Dizer que as tropas estrangeiras deixarão o país quando o Ira que for democrático e estiver pacificado é absurdo. Isso jamais acontecerá", sublinhou o primeiro-ministro.

É preciso "definir um calendário que estipule em que data estas tropas vão sair (do país), precisou Villepin.

Numa intervenção terça-feira à noite para uma plateia na cadeia de tele visão francesa I-Télé, Douste-Blazy reforçou: "a única solução (...) é que no horizonte de 2008, haja uma retirada das forças estrangeiras", disse.

Tanto Villepin como Blazy traçaram um quadro catastrófico da guerra no Iraque.

"O diagnóstico é cruel, opinou o primeiro-ministro. Os Estados Unidos falharam no Iraque. Mais de 3.000 soldados norte-americanos morreram desde 2003 e 12.000 civis iraquianos morrerem em 2006".

"O Iraque é hoje uma guerra civil", estimou, por seu lado, o chefe da diplomacia, denunciando "a cegueira" da política norte-americana neste país desde 2003.

Até agora, a França defendera um "horizonte" de retirada mas guardara-se de indicar uma data.

Elementos da Casa Branca rejeitaram já a ideia deste prazo e disseram não terem ficado surpreendidos com as declarações de Villepin e Doouste-Blazy que preconizam uma retirada dos norte-americanos e dos seus ali ados tendo como horizonte de 2008.

Dominique de Villepin tinha sido em 2003, tal como o presidente Jacques Chirac, um feroz opositor à intervenção dos Estados Unidos e dos seus aliados no Iraque.

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