Exxon e administração Bush contra os estudos sobre aquecimento global

02 de fevereiro 2007 - 12:50
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ExxonSegundo o jornal Guardian de hoje a Exxon Mobil , através do AEI (American Enterprise Institute), um think-thank ligado à administração Bush e que aquela empresa financia, ofereceu dez mil dólares a vários cientistas para que contestem as conclusões do grupo de peritos das Nações Unidas sobre a evolução do clima.

Um relatório de uma associação de cientistas norte-americanos (Union of Concerned Scientists) revela que centenas de cientistas americanos têm sofrido pressões políticas da administração Bush para não usarem em publicações científicas expressões como "alterações climáticas" ou "aquecimento global". Veja no Ecoblog como a Exxon boicota a luta às alterações climáticas, incluindo um vídeo de animação.

 

O AEI recebeu mais de 1,6 milhões de dólares da Exxon Mobil e 20 dos seus membros foram da administração Bush.

As cartas enviadas a cientistas britânicos, norte-americanos e de outros países atacam o grupo de peritos da ONU e pedem-lhes ensaios que explorem as limitações dos modelos de estudos sobre o clima. David Viner da unidade de investigação climática na Universidade de East Anglia considerou que é "uma tentativa desesperada de uma organização que quer distorcer a ciência a favor dos seus interesses políticos".

Ben Stewart da Greenpeace afirmou que "O AEI mais do que um think thank funciona como a Cosa Nostra intelectual da administração Bush."

O relatório da UCS publicado a 30 de Janeiro revela que pressões políticas interferiram com o trabalho de numerosos investigadores norte-americanos da ciência do clima. A associação enviou um questionário a mais de 1600 cientistas, empregados em organismos de investigação federais norte-americanos, e nas respostas a UCS identificou 435 casos de interferência política no trabalho científico. Mais de 45% dos cientistas revelaram ter sofrido pressões para não usar as expressões como "alterações climáticas" ou "aquecimento global".

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