A polícia alemã realizou operações envolvendo mais de 900 agentes em seis cidades do Norte do país contra militantes de esquerda acusados de preparar acções contra a próxima cimeira do G8, que se realiza entre 6 e 8 de Junho na cidade de Heiligendamm. As autoridades germânicas anunciaram que vão construir uma barreira de 2,5 metros de altura, que formará um anel de 14 quilómetros em torno do local, com entradas controladas por aparelhos de raios X.
"Suspeitamos que as pessoas sob investigação, que pertencem ao meio militante da extrema-esquerda, estejam a fundar uma organização terrorista ou pertençam à mesma, que estaria a planear ataques incendiários e outras acções para atingir a cimeira ou até impedi-la de se realizar", disse uma fonte policial.
As manifestações durante as cimeiras do G8 já são tradicionais neste tipo de eventos, mas nunca tiveram o que quer que fosse a ver com ataques terroristas. Para esta cimeira, espera-se a vinda de pelo menos cem mil manifestantes.
O ministro do Interior Wolfgang Schaeuble anunciou que os controlos fronteiriços vão ser apertados antes da cimeira: "Vamos concentrar-nos nos perigos que vêem daqueles que se opõem violentamente à globalização", disse.
O grupo anti-G8 Gipfelsoli denunciou as rusgas, acusando as autoridades de desencadear uma onda repressiva para desmantelar a rede de comunicações do movimento antiglobalização. "Todas as tentativas de criminalizar-nos não mudam o facto de que vamos usar o G8 para expor as injustiças deste mundo", disse em Berlim Hanne Jobst, uma porta-voz da organização.