China destrói satélite no espaço

20 de janeiro 2007 - 13:31
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china_espaoUma chuva de protestos em todo o mundo está a cair sobre a China depois que Pequim realizou com sucesso um teste de destruição de um satélite no espaço. Um míssil enviado da Terra pela China atingiu e destruiu um velho satélite meteorológico chinês. O teste terá sido realizado no dia 11 e foi divulgado em primeira mão pela revista americana Aviaton Week and SpaceTechnology.

O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Liu Jianchao, desvalorizou a informação, sem a confirmar: "Não há necessidade de se sentir ameaçado por causa disso. Não vamos entrar em nenhuma corrida ao armamento."

Os últimos testes deste tipo ocorreram nos anos 80, realizados pela União Soviética e pelos Estados Unidos. A China é portanto o terceiro país a demonstrar que tem capacidade de destruir objectos no espaço. Uma boa parte dos sistemas de comunicação mundiais, assim como dos sistemas de espionagem, é feita através de satélites de baixa órbita.

O míssil terá sido lançado do centro espacial de Xichang, na província de Sichuan, e destruído um satélite meteorológico lançado em 1999. O impacto aconteceu a mais de 800 quilómetros acima da Terra.

Tom Casey, porta-voz do Departamento de estado dos EUA, mostrou preocupação com o lixo espacial decorrente da explosão: "Já vimos que pequenos objectos podem causar grandes problemas", disse, admitindo preocupação sobre uma possível corrida às armas espaciais. "Não queremos ver uma militarização do espaço."

"Os chineses estão atrás dos EUA e da Rússia em termos de capacidade de usar o espaço para objectivos militares", disse à agência AFP Theresa Hitchens, directora do Centro para a Informação de Defesa. "Mas eles têm um programa muito sério para ampliar as suas capacidades. Em 20 anos, é muito provável que a China seja uma poderosa potência espacial."

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Japão, Taro Aso, disse que o teste chinês é questionável do ponto de vista do uso pacífico, devido aos problemas com o lixo espacial.

Um porta-voz do primeiro-ministro britânico Tony Blair disse que o teste é inconsistente com as garantias dadas por Pequim à ONU sobre o não uso do espaço para fins militares.

Mas o governo da Rússia expressou dúvidas sobre a natureza do teste, dizendo que é apenas um boato.

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