Oposição contesta

08 de janeiro 2007 - 9:48
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BUSH QUER ENVIAR MAIS 20 MIL SOLDADOS PARA O IRAQUE 

iraque-guerraO presidente norte-americano, George Bush, vai anunciar depois de amanhã um novo pacote de ajuda à reconstrução do Iraque, no valor de 1000 milhões de dólares, e o envio de mais 20 000 militares para a região. A decisão de Bush, que se afasta radicalmente das recomendações para diminuir gradualmente a presença militar no terreno defendidas no relatório Baker-Hamilton, está a levantar forte criticas da maioria democrata no Congresso e de importantes responsáveis militares.

É esperado que, na próxima quarta-feira, Bush apresente publicamente o acordo assinado há  uma semana com o primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki. Neste documento, os EUA comprometem-se a enviar mais cinco brigadas de combate, acrescentando 20000 soldados aos 130 000 que já se encontram no Iraque, competindo às autoridades iraquianas assegurar o aumento das forças de segurança do país.

Segundo o recentemente nomeado comandante das forças americanas no Iraque, o general Raymond Odierno, o plano da administração Bush permitirá que as forças iraquianas controlem Bagdade no próximo ano e significará um ponto final na presença militar dos EUA no prazo de dois a três anos.

Um optimismo que encontra pouco eco junto dos analistas militares, para quem o novo plano persiste nos erros conduziram à guerra civil em que se encontra o Iraque. "Não me parece que o governo iraquiano alguma vez tenha provado a sua capacidade para governar o país", comentou o general Jay Garner, responsável pela missão dos EUA em Bagdade depois da invasão.



O reforço do contingente militar defendido por Bush arrisca-se mesmo a ser o primeiro braço de ferro entre a sua administração e a nova maioria democrata no Senado e Congresso, mais interessada no repatriamento das tropas americanas. "Se o Presidente quer reforçar a missão terá de o justificar. E isto é novo para ele, já que até agora a maioria republicana no Congresso deu-lhe ‘carta branca' sem qualquer verificação, ou condições", declarou, em entrevista à estação televisiva CBS, a líder dos democratas no Congresso, Nacy Pelosi.



A rejeição do orçamento para a operação militar é a única forma que a maioria democrata tem para impedir o envio de mais soldados para o Iraque. As últimas sondagens indicam que 80% dos norte-americanos são contrários ao reforço da presença militar dos EUA.

Há uma semana, Nancy Pelosi e o líder democrata no Senado, Harry Reid, escreveram a George Bush para expressarem a sua oposição ao reforço do contingente militar no Iraque, defendendo, em contrapartida, o início da retirada gradual das tropas norte-americanas, a começar num prazo nunca superior a quatro meses.

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