O candidato que ficou em terceiro lugar na primeira volta das eleições presidenciais, François Bayrou, declarou que no próximo domingo não vai votar em Nicolas Sarkozy. A revelação foi feita ao jornal Le Monde, menos de um dia após o debate que opôs Ségolène a Sarkozy, que segundo os analistas não terá contribuído para uma alteração significativa nas intenções de voto.
"Não sei o que farei agora, mas começo a saber o que não farei". O argumento de Bayrou para nao apoiar Sarkozy é o de que se corre o risco de agravar as tensões sociais.
Na primeiro volta das eleições, em 22 de Abril, Bayrou obteve cerca de 7 milhões de votos (18,5% do eleitorado), ficando em terceiro lugar. Dias depois declarou que não apoiaria nenhum dos dois candidatos e criticou ambos, embora tenha sido mais duro com Sarkozy. Já o quarto classificado, Jean Marie Le Pen, foi peremptório em apelar à abstenção, recusando o apoio a Sarkozy por este o ter rotulado como «extremista».
Grande parte dos deputados do partido de Bayrou, a UDF, optou por anunciar o apoio a Sarkozy. Outros disseram que votarão em branco, o que não agradou Bayrou, que criticou o que considera uma manobra do partido do governo para atrair os eleitores de centro. Muitos comentadores consideram que esta posição de Bayrou, que declara não apoiar Sarkozy, constitui um apelo subtil ao voto em Ségolène Royal, que continua atrás do candidato da direita nas intenções de voto.
O ex-candidato fez o anúncio após assistir ao debate entre Ségolène e Sarkozy, transmitido por várias redes de TV e que terá sido visto por cerca de 25 milhões de pessoas. Segundo os analistas dos principais jornais o debate foi equilibrado e não terá contribuído para uma alteração significativa nas intenções de voto.