O ministério do interior do governo do Iraque reconheceu que na última semana morreram mais de mil pessoas, vítimas de atentados e bombardeamentos. No Sábado, a explosão de um camião-bomba junto a um mercado, num bairro predominantemente xiita de Bagdad, provocou cerca de 130 mortos e mais de 300 feridos. Ontem projécteis de morteiro lançados sobre um bairro sunita mataram vinte pessoas.
Nos Estados Unidos a administração Bush vai pedir ao Congresso mais 235 mil milhões de dólares, para os custos de guerra no Iraque e no Afeganistão. O exército norte-americano reconheceu que os quatro helicópteros que caíram na última quinzena no Iraque foram derrubados pelos insurrectos.
A administração Bush apresenta hoje ao Congresso norte-americano a sua proposta de orçamento para o novo ano fiscal que tem início a 1 de Outubro. Um sexto do orçamento, 481 mil milhões de dólares, é destinado à defesa, sendo o orçamento que mais sobe, 11%. Para as guerras no Iraque e no Afeganistão a administração norte-americana vai pedir uma dotação extraordinária de 235 mil milhões de dólares para os custos de guerra nos próximos 18 meses.
No Iraque a última semana foi das mais mortíferas desde 2003, tendo o ministério do interior informado que morreram mais de mil pessoas em atentados e bombardeamentos. No Sábado, um camião-bomba explodiu num mercado no bairro de Sedriya matando cerca de 130 pessoas e ferindo mais de 300. Já em Dezembro no mesmo mercado rebentaram três carros-bomba que mataram 51 pessoas. Ontem, cerca de vinte pessoas morreram no bairro sunita de Al Azamiya em Bagdad, outras sete pessoas foram assassinadas também em Bagdad, incluindo uma criança. Em Bassora, no sul do Iraque, foi assassinado o xeque Jalil al Maliki, dirigente da corrente xiita ligada a Moqtada al Sadr.
Por sua vez o general William Caldwell, porta-voz do exército norte-americano, reconheceu que a queda de quatro helicópteros dos EUA desde 20 de Janeiro se deveu a fogo dos insurrectos. Por sua vez o coronel norte-americano Doug Heckman afirmou que o exército dos EUA vai lançar uma ofensiva em Bagdad: "Será uma operação nunca vista na cidade" afirmou.