Crimes contra humanidade

20 de novembro 2006 - 11:40
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RELATÓRIO ENVOLVE EX-PRESIDENTES MEXICANOS

vincente_fox Um relatório independente, solicitado pelo Governo do México, liga três ex-presidentes deste país à “guerra suja” contra a oposição de esquerda nas décadas de 1960 a 1980. Acusando os responsáveis políticos de conivência com os crimes contra a humanidade, a investigação concluiu que as autoridades mexicanas serviram-se de corpos especiais da policia ou do exército para torturar, matar e fazer desaparecer centenas de opositores políticos do Partido da Revolução Institucional.

De acordo com o relatório, divulgado na internet durante este fim-de-semana, “o regime autoritário, aos mais altos níveis de comando”, “cometeu crimes contra a humanidade”, não hesitando em cometer “massacres, desaparecimentos forçados, tortura sistemática e genocídio para tentar destruir um sector da sociedade que considerava ser seu inimigo ideológico”.

Entre os crimes investigados, a comissão encontrou provas de um massacre de estudantes em 1968 e do desaparecimento de centenas de militantes de esquerda nas décadas de 70 e 80.

O documento que, pela primeira vez, liga os governantes mexicanos à campanha de eliminação física da oposição de esquerda resulta de uma investigação, ordenada há cinco anos pelo presidente Vincente Fox e realizada pelo procurador especial Ignacio Carrillo, baseando-se em documentos militares mexicanos entretanto desclassificados.    

A “Guerra suja” contra a oposição de esquerda decorreu durante as administrações dos presidentes Gustavo Diaz Ordaz, José Lopez Portillo e Luis Echeverria. Respondendo à Associated Press, o procurador especial, confirma que os presidentes tinham conhecimento desta campanha para eliminar a oposição e nada fizeram para a deter. 

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