NATO no Afeganistão

27 de outubro 2006 - 5:03
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NATO RECONHECE TER MORTO CIVIS EM BOMBARDEAMENTO

afeganistao061025As autoridades do Afeganistão acusaram a NATO de ter morto 63 civis por erro. A ISAF, a força da NATO onde estão incluídos militares portugueses, reconheceu que nos bombardeamentos morreram civis, mas admite apenas 14 mortos. Este massacre, já criticado pelo presidente do Afeganistão, foi um dos maiores ataques contra civis desde a invasão do Afeganistão pelos EUA em 2001.

O Conselho Provincial de Kandahar denunciou que as forças da NATO bombardearam na passada 3ª feira uma zona em que se refugiavam, em tendas de campanha, muitas famílias que tinham perdido as habitações em anteriores combates e que não se tratavam de talibans como afirma a NATO.

"Esta noite recolhemos 61 cadáveres e outras duas pessoas morreram no hospital de Kandahar" afirmou Nic Mohammad, membro do Conselho Provincial, que condenou firmemente este acto da NATO e assegurou que apresentará provas em Cabul.

A ISAF (Força para a Assistência e a Segurança) sob comando da NATO reconheceu ontem que recebeu "informações verosímeis" sobre a morte de um número indeterminado de civis em várias operações no sul do Afeganistão e anunciou que sentia "profundamente" esses falecimentos.

A NATO anunciara antes a morte de 48 talibans, mas o referido membro do Conselho Provincial de Kandahar afirma que "nenhuma dessa pessoas era taliban, todas eram civis, entre elas havia mulheres e crianças". Além das vítimas mortais 20 pessoas feridas continuam internadas no hospital de Kandahar.

Um dos feridos, Hah Wali, relatou que o ataque se deu de madrugada, perto das 2h da manhã (hora local), e que no ataque perdeu cinco membros da sua família, entre os quais a mulher e a filha.

O porta-voz do ministério do Interior afegão, Zemarai Bashary, confirmou que a ISAF causou vítimas civis nos três ataques de 3ª feira no distrito de Panjwayi da província de Kandahar sem confirmar números.

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