Guerra no Iraque

20 de outubro 2006 - 2:48
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BUSH COMPARA SITUAÇÃO ACTUAL COM VIETNAME

georgewbushO presidente dos EUA, George W. Bush, admitiu que se pode fazer um paralelo entre a actual violência no Iraque e a ofensiva do Tet, em 1968, durante a guerra do Vietname. A ofensiva do Tet, desencadeada pelas forças da Frente Nacional de Libertação do Vietname (Vietcong), significou uma viragem dos rumos da guerra, que terminaria com a derrota dos Estados Unidos.Bush estava a ser entrevistado na emissora de TV ABC, quando foi confrontado com um editorial do New York Times que fazia a comparação com a ofensiva do Tet. "Ele pode ter razão. Houve um aumento na violência e estamos a caminho de eleições", afirmou o presidente.

Contudo, Bush negou que o número crescente de mortes americanas e iraquianas seja um sinal de que a campanha no país seja um fracasso: "Tirar as tropas de lá seria o equivalente a render-se".

Para as forças americanas no Iraque, este mês de Outubro é um dos mais sangrentos no conflito até agora. Já morreram 74 militares americanos, com uma média de três vítimas por dia, o número mais alto desde Janeiro de 2005.

Mais tarde, a Casa Branca emitiu um comunicado tentando esclarecer as palavras de Bush.

"O presidente quis dizer que a propaganda utilizada à época da Ofensiva do Tet é a mesma de hoje... e que o inimigo está a tentar intimidar-nos - o que já disse antes", afirmou a porta-voz Dana Perino.

Bush garantiu que as tropas americanas vão continuar no Iraque, mesmo com o aumento das baixas.

Em Bagdad, o porta-voz das tropas americanas, Major-General William B. Caldwell, admitiu que os esforços dos últimos dois meses para acabar com a violência na capital não tiveram sucesso.

Só ontem, atentados mataram 65 pessoas e feriram 175. Mais três soldados americanos morreram ontem.

De acordo com uma sondagem da rede NBC e do Wall Street Journal, 75% dos entrevistados desaprovam o Congresso, que tem maioria dos Republicanos. 52% dizem que preferem que sejam os democratas a controlar o Congresso; apenas 37% preferem os republicanos. Esta diferença de 15 pontos é a maior de sempre e é a primeira vez que as preferências por um partido ultrapassam os 50%.

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