Tony Blair afirmou ontem que a política do seu governo é conseguir que as tropas britânicas saiam do Iraque entre os próximos dez a dezasseis meses, desde que as condições de segurança o permitam. Não sendo um compromisso claro, estas declarações vêm ao encontro das críticas do chefe do exército, General Richard Dannatt. Blair afirma, no entanto, que é fundamental garantir a democracia no Iraque e no Afeganistão e que as suas tropas devem ficar «até o trabalho estar acabado».
Os analistas chamaram à atenção para esta mudança de tom do primeiro-ministro, que ligam às eleições para o Congresso e Senado americanos em que deverão ganhar os democratas, com um discurso difrente em relação ao Iraque.
Entretanto, nos Estados Unidos, quatro soldados da 101ª Divisão Aerotransportada, vão ser julgados pela alegada violação de uma rapariga iraquiana de 14 anos e pelo assassinato de toda a sua família. Dois deles poderão ser condenados à pena de morte. Em Março deste ano os soldados de Fort Cambell terão violado Abeer Qassim al-Jananbi, na casa da sua família, a 30 quilómetros de Bagdad. A violação e as mortes parecem ter sido premeditadas. Outros quatro soldados deverão ser julgados pelo assassinato de prisioneiros na província de Salahuddin, no Norte do Iraque