71% DOS IRAQUIANOS QUER RETIRADA DOS EUA NO PRÓXIMO ANO
Sete em cada dez iraquianos querem a retirada das tropas americanas do seu país, no próximo ano, diz uma sondagem dirigida pela International Policy Attitudes (PIPA) da Universidade de Maryland e realizada pela World Public Opinion.
Dos 71 por cento que defendem a retirada, 37 querem que ela aconteça em seis meses e 34 optam por uma retirada gradual durante um ano. Vinte por cento defende a retirada nos próximos dois anos e apenas nove por cento quer que as forças americanas permaneçam no território até a situação melhorar. A defesa de uma retirada no espaço de um ano é claramente maioritária entre os xiitas (74 por cento) e sunitas (91 por cento). Entre os curdos fica-se pelos 35 por cento. 78 por cento dos iraquianos considera que a presença americana cria mais conflitos do que previne - 82 por cento entre os xiitas, 97 por cento entre os sunitas e 45 por cento entre os curdos.
53 por cento dos iraquianos considera que a retirada das tropas americanas fortaleceria o governo iraquiano e apenas 23 por cento pensa que o enfraqueceria. A primeira resposta é maioritária em todos os grupos étnico-religiosos, sobretudo entre os xiitas, maioritários no governo. 61 por cento dos iraquianos apoia os ataques às forças americanas. Esse número era de 47 por cento no início do ano. Entre os xiitas é de 62 por cento, entre os sunitas é de 91 por cento e entre os curdos é de 15 por cento.
77 por cento dos iraquianos acredita que os Estados Unidos pretendem ter bases militares permanentes no Iraque e 78 por cento está segura que mesmo que o governo iraquiano exigisse a retirada das forças americanas nos próximos seis meses elas não o fariam.
No entanto, 96 por cento os iraquianos desaprova os ataques a forças de segurança iraquianas (68 por cento desaprova fortemente). O número é superior ao que acontecia há nove meses. Esse número passa para cem por cento quando se tratam de civis.
94 por cento dos iraquianos desaprova a Al Qaeda (82 por cento tem uma opinião muito negativa). Mesmo entre os sunitas, 79 por cento não gosta da rede terrorista. Quanto a Ossama bin Laden, a opinião negativa é de 93 por cento.
A maioria dos iraquianos faz um balanço positivo da queda de Saddam Hussain. Mas, graças à presença americana e à guerra civil, este número baixou de 77 para 61 por cento desde o princípio do ano.