REVOLTA CONTINUA
Pelo segundo dia consecutivo, milhares de pessoas manifestaram-se ontem nas ruas de Budapeste exigindo a demissão do primeiro-ministro da Hungria, depois de ter sido divulgada uma gravação onde ele afirma taxativamente que mentiu ao povo húngaro para ganhar as eleições. No final da manifestação 57 pessoas ficaram feridas em confrontos com a polícia.
Mais de 10 000 pessoas manifestaram-se ontem de novo nas ruas de Budapeste e junto ao parlamento contra o primeiro-ministro húngaro e exigindo a sua demissão.
No final da manifestação centenas de manifestantes concentraram-se junto à sede do partido socialista que está no governo, a polícia anti-motim interveio exigindo que os manifestantes dispersassem e depois carregou violentamente. 57 pessoas ficaram feridas e cerca de 100 foram presas. Uma viatura da polícia foi incendiada.
O primeiro-ministro Ferenc Gyurcsany recusou demitir-se e afirmou: "a desordem na rua não prevalecerá, pedi à polícia para restabelecer a ordem por todos os meios". Os cinco partidos representados no parlamento húngaro aprovaram ontem um voto conjunto pedindo calma à população e condenando a violência.