TRANSNACIONAIS OPÕEM-SE A DIREITOS LABORAIS NA CHINA
Empresas transnacionais, nomeadamente de origem americana, como a Wal Mart, Google, UPS, Microsoft, Nike, ATT e Intel estão a pressionar o governo chinês para que não aprove uma lei de contratação laboral, que garantiria direitos laborais mínimos que existem em muitos outros países. O governo chinês procura adaptar a sua legislação de trabalho para responder ao crescente descontentamento dos trabalhadores chineses, as transnacionais pressionam para garantir a situação actual.
O jornal New York Times de hoje, 13 de Outubro, denuncia na primeira página que empresas transnacionais estão a opor-se ao projecto de lei de contratação laboral que está para ser adoptado pelo governo chinês. O jornal cita um relatório da Global Labor Strategies (Estratégias globais de trabalho), uma associação de defesa de direitos laborais.
O projecto de lei de contratação laboral, segundo a Global Labor Strategies, garantiria padrões mínimos que são norma em muitos outros países, como contratos laborais e indemnizações por despedimento. O governo chinês apoia estas reformas como resposta ao crescente descontentamento dos trabalhadores chineses.
A oposição à lei está a ser feita pelas transnacionais através da Câmara Americana de Comércio de Shangai e do Conselho Empresarial Estados Unidos - China e visa manter a actual situação nas relações de trabalho na China.
A Global Labor Strategies salienta: "Os baixos salários e as precárias condições laborais na China estão a provocar uma competição global que nivela por baixo em todo o mundo. Por esta razão, a oposição das transnacionais a níveis mínimos para os trabalhadores chineses deveria ser uma preocupação dos trabalhadores e dos seus representantes políticos e sindicais em todo o mundo".