Numa mensagem divulgada a partir do seu facebook, o presidente da República defende que "constitucionalizar uma variável endógena como o défice orçamental - isto é, uma variável não directamente controlada pelas autoridades - é teoricamente muito estranho”. Cavaco Silva considera ainda que esta medida “reflecte uma enorme desconfiança dos decisores políticos em relação à sua própria capacidade de conduzir políticas orçamentais correctas".
A imposição de um limite constitucional ao endividamento a todos os Estados da zona euro tem sido vaticinada pelos governos alemão e francês e merece o apoio do governo PSD/CDS-PP.
O partido de Paulo Portas inscreveu, inclusive, esta medida no seu programa eleitoral. No documento sustenta-se que "o Estado português tem de se emendar a sério, na exacta medida em que a questão da dívida assume um carácter inter-geracional, é evidente que assume hoje um carácter constitucional".
O actual ministério dos Negócios Estrangeiros já havia também salientado que "o programa do Governo português é muito claro quanto à redução dos défices e à inversão da trajectória das dívidas" e que "o acordo político que sustenta a maioria inclui a abertura para uma discussão constitucional sobre os respectivos limites, em defesa das gerações futuras e da solvência dos Estados."