Na manhã desta terça-feira, a caravana do Bloco passou por Sesimbra e visitou a cooperativa de pescadores ArtesanalPesca. Francisco Louçã falou sobre a necessidade de implementar medidas que defendam o sector, também porque a dívida portuguesa resulta do défice alimentar - todos os anos é necessário importar cerca de quatro mil milhões de euros". “Cerca de um quarto disso é défice na pesca”, acrescentou.
Por isso, Louçã afirmou não ser possível que se aceite que “o preço dos combustíveis esteja agora mais caro do que quando o petróleo era muito mais caro”. “Uma das propostas do Bloco é que haja uma nova política de tarifação dos combustíveis, protegendo-nos da especulação e do abuso de posições dominantes”, disse, citado pela Lusa.
Segundo o dirigente bloquista “uma regra simples seria que a média dos preços dos combustíveis na União Europeia fosse aplicada às variações do preço em Portugal, semana a semana, de tal modo que não houvesse estes jogos especulativos”.
Pesca: “As cotas devem ser renegociadas ao nível da União Europeia”
“O que acontece na União Europeia é que quem mais destruiu as potencialidades da pesca, porque abusou da pesca intensiva, é quem hoje continua a ter cotas maiores”, denunciou ainda, salientando que “proteger a economia europeia e portuguesa e uma pesca sustentável passa por regras”. E para o Bloco estas regras são as cotas.
“As cotas devem ser renegociadas ao nível da União Europeia porque hoje em dia elas prejudicam quem menos tem destruído os recursos do mar e beneficiam quem mais os tem destruído. Precisamos de uma UE com os pés assentes na terra”, justificou.
Bloco pede explicações sobre aumento de impostos
Em Sesimbra, Francisco Louçã acusou José Sócrates de "não saber bem" se o memorando assinado com a troika internacional é para cumprir. E pediu explicações ao primeiro-ministro demissionário e ao PSD e ao CDS sobre a redução da Taxa Social Única (TSU) e o eventual aumento do IVA.
O Bloco quer saber “tim-tim por tim-tim” se o futuro Governo vai fazer um novo aumento de impostos e quando. E, em caso afirmativo, como é que o Executivo vai conseguir "sustentar a Segurança Social".
Louçã comentava esta manhã que foi com “alguma surpresa” que ouviu Teixeira dos Santos afirmar a necessidade de aumentar impostos sobre o consumo para compensar a redução da TSU. Mas o dirigente bloquista acusou igualmente o PS e o PSD, que têm “um imposto escondido na manga” para, em breve, apresentarem aos portugueses.