REN: mais de 80% de adesão à greve

02 de março 2011 - 18:58

Os trabalhadores da REN iniciaram esta terça-feira um período de greve, até dia 8 de Março, de duas horas no início do período de trabalho, contra os cortes salariais e exigindo o cumprimento do acordo colectivo de trabalho. Nas várias divisões, a adesão foi de 80 a 100 por cento.

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Na maior divisão da REN, a Exploração (EX), a greve teve uma adesão de cerca de 88%.

Os trabalhadores da REN (Redes Energéticas Nacionais) lutam contra os cortes salariais e exigem o cumprimento do acordo colectivo de trabalho, que é idêntico ao da EDP.

Segundo adiantam o SIESI - Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas e o SINDEL - Sindicato Nacional da Indústria e da Energia, a adesão à greve “é muito significativa na maioria dos locais de trabalho, atingindo percentagens elevadas, o que está a causar incómodos e muita irritação em algumas pessoas”.

Num comunicado conjunto os sindicatos afirmam que em quase todas as divisões, a adesão foi superior a 80% chegando a atingir os 100% em muitos serviços. Na maior divisão da REN, a Exploração (EX), a greve teve uma adesão de cerca de 88%. “Apenas em alguns serviços, com menos trabalhadores, a percentagem poderá ter sido mais baixa”, admitem os sindicatos.

Em muitas subestações onde decorriam trabalhos, dezenas de trabalhadores de empreiteiros ficaram à porta e só puderam começar a trabalhar pelas 10h30. A nível de reposição de linhas algumas não foram efectuadas. Terça-feira foi um primeiro dia de greve problemático para a empresa.

Os sindicatos apresentam também algumas queixas relativas “à atitude de algumas hierarquias”, que dizem ter a cobertura e incentivo da administração, que tentaram condicionar ou substituir trabalhadores em greve que estão a prestar serviços mínimos. “Uma atitude absolutamente ilegal, que devemos repudiar”, dizem.

Aquando do plenário de trabalhadores, a 14 de Fevereiro, que decidiu a convocação de vários períodos de greve, Franco Antunes, dirigente sindical da Fequimetal (Federação de Sindicatos das Indústrias Eléctricas e Metalomecânicas), declarou à Lusa que “os trabalhadores querem o mesmo tratamento dos da EDP porque o acordo colectivo de trabalho é o mesmo, tendo a administração comprometido-se a cumprir o que ficou acordado”.

A greve terá quatro fases: de 1 a 8 de Março, será de duas horas no início do período de trabalho: de 9 a 15 de Março, será de duas horas de trabalho no final do dia de trabalho; de 16 a 23, será de três no início do trabalho; de 24 a 31, será também de três horas, mas no final do período de trabalho.