Várias linhas estão seriamente afectadas, nomeadamente a Circle, que só serve a zona central da cidade, e a Picadilly, que chega ao aeroporto de Heathrow. Para contrariar os efeitos, os transportes foram reforçados com mais uma centena de autocarros e mais barcos. Está também previsto um recurso maior às bicicletas de aluguer, à semelhança do que aconteceu em greves passadas.
A companhia dos transportes de Londres (Transporte for London, TFL) indicou que colocará ao serviço as linhas possíveis mas que o tráfego só voltará à normalidade a partir de terça feira.
Um porta-voz do sindicato dos transportes (RMT) congratulou-se com o impacto desta mobilização para a greve, enquanto um representante da TFL desmentiu que esta paralisação tenha causado uma perturbação significativa. Num comunicado, o Metro de Londres disse, por sua vez, que até meio da manhã foi capaz de assegurar 40 por cento do seu serviço habitual, mas o sindicato RMT, diz que a acção foi "muito sólida" e que muitos serviços foram suspensos a partir da noite de domingo, quando o protesto começou.
O sindicato dos Transportes Ferroviários e Marítimos e a Associação de Pessoal Assalariado dos Transportes acusam a administração de colocar em causa a segurança dos passageiros ao reduzir pessoal nas estações. Já a administração alega que os cortes são apenas em pessoal das bilheteiras, menos usadas devido ao crescente uso de títulos electrónicos.
O conflito dura há vários meses, com acusações dos dois lados e com falta de disponibilidade para negociar uma solução. Os sindicatos alegam ter sido recusada uma proposta de suspensão dos despedimentos por 12 semanas.
Por isso avançaram para a quarta greve, o que obrigou ao encerramento de pelo menos 77 estações.
A paralisação anterior, entre 2 e 3 de Novembro, obrigou a uma redução em 60 por cento dos serviços do metro. Os sindicatos ameaçam com novas greves em 2011, se até lá não for encontrado um consenso.
Normalmente, o chamado “tubo” em Londres transporta três milhões de passageiros por dia.