Caos em Londres com a greve no Metro

29 de novembro 2010 - 12:46

Em Londres, milhões de pessoas enfrentam as baixas temperaturas e a quarta greve (desde Setembro) dos trabalhadores do Metro, contra o corte de 800 postos de trabalho. A greve de 24h levou já ao encerramento de estações e a serviços reduzidos em várias linhas, e poderá não ser a última.

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A greve de 24h no Metro de Londres, que começou às 19h deste domingo, levou ao encerramento de algumas estações. Foto DesheBoard/Flickr.

Várias linhas estão seriamente afectadas, nomeadamente a Circle, que só serve a zona central da cidade, e a Picadilly, que chega ao aeroporto de Heathrow. Para contrariar os efeitos, os transportes foram reforçados com mais uma centena de autocarros e mais barcos. Está também previsto um recurso maior às bicicletas de aluguer, à semelhança do que aconteceu em greves passadas.

A companhia dos transportes de Londres (Transporte for London, TFL) indicou que colocará ao serviço as linhas possíveis mas que o tráfego só voltará à normalidade a partir de terça feira.

Um porta-voz do sindicato dos transportes (RMT) congratulou-se com o impacto desta mobilização para a greve, enquanto um representante da TFL desmentiu que esta paralisação tenha causado uma perturbação significativa. Num comunicado, o Metro de Londres disse, por sua vez, que até meio da manhã foi capaz de assegurar 40 por cento do seu serviço habitual, mas o sindicato RMT, diz que a acção foi "muito sólida" e que muitos serviços foram suspensos a partir da noite de domingo, quando o protesto começou.

O sindicato dos Transportes Ferroviários e Marítimos e a Associação de Pessoal Assalariado dos Transportes acusam a administração de colocar em causa a segurança dos passageiros ao reduzir pessoal nas estações. Já a administração alega que os cortes são apenas em pessoal das bilheteiras, menos usadas devido ao crescente uso de títulos electrónicos.

O conflito dura há vários meses, com acusações dos dois lados e com falta de disponibilidade para negociar uma solução. Os sindicatos alegam ter sido recusada uma proposta de suspensão dos despedimentos por 12 semanas.

Por isso avançaram para a quarta greve, o que obrigou ao encerramento de pelo menos 77 estações.

A paralisação anterior, entre 2 e 3 de Novembro, obrigou a uma redução em 60 por cento dos serviços do metro. Os sindicatos ameaçam com novas greves em 2011, se até lá não for encontrado um consenso.

Normalmente, o chamado “tubo” em Londres transporta três milhões de passageiros por dia.