Cerca de 11 mil empregados aderiram à greve de 24h, que começou no final da tarde desta terça-feira e que foi convocada pelo Sindicato de Transporte Marítimo e Ferroviário (RMT) para protestar contra os planos de supressão de 800 postos de trabalhos da secção de emissão de bilhetes.
O sindicato considera que a redução de postos de trabalho pode chegar a 2000 e que as medidas podem afectar a segurança das estações porque muitas ficarão com pessoal reduzido.
“Tudo o que reclamamos é que o Mayor de Londres cumpra o que prometeu durante a sua campanha eleitoral [em 2008], quando reconheceu que as pessoas desejavam que houvesse pessoal suficiente nas estações de metro”, afirmou o secretário-geral do Sindicato dos Transportes, Bob Crow. “A mensagem é simples: acabem com a supressão de empregos e acabaremos com a greve”, disse.
Segundo o jornal britânico The Guardian, os Transportes de Londres afirmam que pelo menos 50 por cento das carruagens estiveram em circulação. Contudo, o sindicato afirma que a paralisação foi bastante superior, superando as das duas greves passadas e que “no metro de Londres circularam comboios fantasmas, em estações fechadas”, disse Crow.
O sindicato e a direcção de Metro deverão reunir-se esta quinta-feira para tentar superar o desacordo mas uma nova greve de 24h para dia 29 de Novembro já foi anunciada, tendo o sindicato deixado em aberto a continuação dos protestos até ao final do ano.