A greve, que começou à meia-noite de quinta-feira e terminará à meia-noite de sábado, será repetida nos próximos dias 15 e 16, se não houver acordo prévio entre as partes. Os protestos poderão continuar até ao Natal, disse o sindicato, segundo o jornal britânico The Guardian.
A greve, marcada pelo Sindicato Nacional de Jornalistas (NUJ, na sigla original), que tem cerca de 4100 membros, teve uma adesão de 95 por cento, na sexta-feira, e causou a paralisação, o cancelamento e a reprogramação de algumas emissões de rádio e televisão. A maioria dos programas de informação da BBC foram mesmo cancelados ou afectados e o canal de notícias da estação só transmitiu alguns boletins noticiosos.
Esta sexta-feira, a greve dos jornalistas dos programas noticiosos, incluindo apresentadores de alto perfil como Martha Kearney, Nicky Campbell e Fiona Bruce, impediu uma série de programas de irem para o ar, como o “Radio 4's Today”, o programa “BBC1 pequeno-almoço” e o programa “Newsnight” da BBC2.
O resultado foi ter alguns executivos da BBC a lutar para manter a emissão – foi Helen Boaden, a directora da BBC News, que é cotada como a futura directora-geral, que leu o artigo sobre o veredicto do tribunal sobre a eleição de Phil Woolas, no “Radio 4's Today”, durante a hora do almoço e depois às 18h. Já este sábado, foi a Radio 5 Live que viu todos os seus programa cancelados.
A BBC quer impor um limite máximo de 1 por cento nos aumentos das pensões, a partir de Abril. "Estamos dispostos a trabalhar mais tempo ou a pagar mais, mas não podemos é aceitar trabalhar mais e pagar mais, para no fim obtermos menos benefícios", afirmou Jeremy Dear, secretário-geral NUJ.
A direcção da BBC lamenta que o NUJ seja o único sindicato a rejeitar as propostas justificadas com um buraco no fundo de pensões, estimado em cerca de 1.500 milhões de libras (1.750 milhões de euros).
Já o sindicato BECTU, que representa os técnicos e produtores, aceitou as ofertas da direcção, no final de Setembro, altura em que os sindicatos ameaçaram levar a cabo acções que poderiam ter afectado a cobertura do tradicional Congresso de Outono do Partido Conservador, no poder desde de Maio. O BECTU, no entanto, ameaçou romper o acordo, ou exigir mudanças, se os números finais indicarem que o buraco é inferior aos tais 1.500 milhões de libras.