Sociedade

Na próxima segunda-feira, as cinco confederações patronais vão a Belém pressionar para que as alterações ao Código do Trabalho não avancem. Consideram que estas “adulteram” o “acordo de rendimentos e competitividade” assinado com o Governo.

Uma das medidas introduzidas na lei laboral vai impedir as empresas de recorrer ao outsourcing para preencher o lugar de trabalhadores dispensados no último ano. Empresas vão argumentar que se trata de uma restrição à "liberdade de gestão empresarial".

Dados do INE mostram que a classe profissional dos gestores de topo foi a única a ver aumentos de salários acima da inflação no ano passado. “Parece que os aumentos salariais só contribuem para a inflação quando é para a classe trabalhadora", reagiu o eurodeputado bloquista José Gusmão.

De acordo com uma docente do Movimento de Escolas de Oeiras, a caminhada realizada a 16 de janeiro foi previamente comunicada à respetiva Câmara Municipal e à PSP, que terá “escoltado” o grupo de professores do princípio ao fim” do protesto.

O salário de janeiro não foi pago e o fisco mandou a CP cativar o dinheiro por causa das dívidas do dono da empresa concessionária, a Apeadeiro 2020.

A adesão à greve dos maquinistas é quase total. Há mais de uma década a perder poder de compra, os trabalhadores querem aumentos salariais que respondam ao aumento do custo de vida.

Na quinta-feira, o grupo de trabalhadores vai manifestar-se à porta do museu. Acusam a instituição de manter trabalhadores a recibos verdes apesar de assinarem ponto, terem farda, receberem ordens da chefia e terem escalas e horários definidos.

99% de adesão à greve segundo a Fenprof e milhares de professores reunidos na Avenida dos Aliados marcaram o final da ronda de greves distritais. O encontro ficou marcado agora para a manifestação nacional do próximo sábado. No protesto, Catarina Martins diz que esta “é a luta de todos”.

Os trabalhadores da CP e IP lutam por melhores salários e dizem que a proposta das empresas significa na prática uma redução salarial. Dia 9 a greve é total. Depois será ao serviço dos períodos normais de trabalho diários que excedam as sete horas e meia.

A central sindical responde à “degradação das condições de vida e de trabalho” com múltiplas greves, plenários, concentrações distritais e outras ações de rua.

A semana começou com 98% de adesão em Vila Real e esta terça-feira o número repetiu-se em Viseu. A ronda distrital termina na quarta-feira enquanto professores de todo o país se preparam para a manifestação em Lisboa no próximo sábado.

Neste texto, um conjunto de juristas fez um alerta, em julho de 2022, para uma alegada “gralha” na proposta do Governo que privava os trabalhadores com contrato a prazo. A norma acabaria por ser corrigida, com a aprovação de uma proposta do Bloco, em 6 de janeiro de 2023. A compensação por cessação de contrato a prazo manteve-se em todos os casos, corrigindo-se o que foi denunciado pelos juristas, e repuseram-se os valores pré-troika. [Nota do Esquerda.net]

Sindicato dos Enfermeiros Portugueses agendou várias paralisações para o mês de janeiro pelo fim de injustiças na progressão na carreira, a harmonização de direitos e a contratação de profissionais. No IPO de Lisboa a greve decorre das 8 às 12 horas, com concentração às 10h30 à porta do hospital.

A partir do próximo dia 6 de março, o Centro de Formação de Professores de Setúbal acolhe a ação de formação “Ensinar a História da Revolução de 25 de Abril de 1974”.

O sindicato critica o “assédio” aos trabalhadores para alterarem categorias, quer que o “direito a conciliar o trabalho com a vida familiar” seja efetivo, compensações justas pelo trabalho suplementar, aumentos salariais e denuncia a “discriminação salarial e de género verificada na empresa no sector da manutenção”.