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Bloco defende direito das grávidas a um acompanhante no parto e consultas

Apesar de a OMS defender o oposto, desde o início da pandemia que vários hospitais portugueses estão a impedir que as mulheres grávidas tenham um acompanhante durante o parto e nas consultas de vigilância.
Bloco defende direito das grávidas a um acompanhante
Fotografia de Mário Cruz/Lusa.

O Bloco de Esquerda apresentou um projeto de resolução (disponível para consulta aqui) onde defende a revisão das normas da Direção-Geral da Saúde para a gravidez e parto no âmbito da pandemia de covid19, de forma a que todas as grávidas e parturientes tenham direito a acompanhamento. 

Moisés Ferreira, deputado do Bloco, explicou que o projeto apresentado recomenda ao Governo que, “em conjunto com a Direção-Geral da Saúde, reveja as orientações e normas produzidas sobre o assunto, de forma a melhor harmonizar direitos da mulher grávida e saúde pública e garantindo o respeito pelos direitos legalmente consagrados”.

“A lei diz que a mulher grávida tem direito a acompanhamento na vigilância da gravidez e nas várias fases do parto e este direito deve ser respeitado. Durante a covid-19 várias instituições de saúde não estão a respeitar este direito”, explicou o deputado à agência Lusa. 

 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 

Portugal é dos países europeus com maiores taxas de intervenção no parto. . . A lei não protege as mulheres da violência obstétrica, apesar das queixas serem frequentes: privação de ingestão de alimentos ou líquidos, impedimento de se mover livremente durante o trabalho de parto, levar acompanhantes, falta de informação ou consentimento sobre intervenções ou não permitir que a mulher escolha a posição do parto. . . A mulher parturiente tem direito à autonomia e a uma experiência reprodutiva física emocionalmente saudável. É tempo de a lei reconhecer esse direito. . . Artigos de opinião em swipe up nas stories . . #nascercomdireitos #direitosnagravidezeparto #gravidez #parto #violênciaobstétrica #mulheres #direitosreprodutivos #portugal #bloco #blocodeesquerda #feminismo #prenatal #nascimento #bebé #grávida #maternidade

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“Há mulheres grávidas que estão a fazer a vigilância da gravidez e o parto sem acompanhante e isto causa angústia e algum transtorno psicológico”.

A proposta bloquista é “muito simples”, disse: querem que “as orientações da DGS compatibilizem melhor aquilo que são estes direitos da mulher grávida com a saúde pública. Isso é possível fazer”.

“Apesar da orientação da DGS ter sido alterada e em vários aspetos no sentido correto, ela deixa em aberto alguma subjetividade e alguma interpretação que depois cada instituição pode aplicar como bem entender”, condenou.

A norma da DGS, de acordo com Moisés Ferreira, como “está escrita e o que está a acontecer na realidade está a dar algum espaço a que seja recusado o direito de acompanhamento a muitas mulheres”.

Para o Moisés Ferreira, “aquilo que as normas deveriam dizer era quais as condições que se deveriam verificar para garantir o direito de acompanhamento e as instituições deveriam depois, na prática, corresponder e garantir essas condições”.

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