A Escom, empresa do Grupo Espírito Santo que definiu o contrato de contrapartidas dos submarinos, cobrou uma comissão de 2,8% sobre o preço do contrato.
Segundo o Correio da Manhã, uma factura de 21 milhões seria a prova de que a Escon, empresa do Grupo Espírito Santo que definiu o contrato de contrapartidas relativas à aquisição dos submarinos alemães, teria cobrado uma comissão de 2,8% sobre o preço do contrato. O preço dos submarinos aumentou em mais de 63 milhões de euros após a assinatura do contrato de aquisição, valor que seria destinado ao pagamento de comissões.
Segundo o Correio da Manhã, uma factura de 21 milhões seria a prova de que a Escon, empresa do Grupo Espírito Santo que definiu o contrato de contrapartidas relativas à aquisição dos submarinos alemães, teria cobrado uma comissão de 2,8% sobre o preço do contrato. O preço dos submarinos aumentou em mais de 63 milhões de euros após a assinatura do contrato de aquisição, valor que seria destinado ao pagamento de comissões.
A factura da Escom Espírito Santo Commerce (UK) Limited para a German Submarine Consortium (GSC), empresa que comercializou os submarinos, foi emitida em 30 de Setembro de 2004, cinco meses após a assinatura do contrato de aquisição dos submarinos entre o ministro da defesa, Paulo Portas e o GSC.
O documento refere ainda que a comissão da Escom está prevista na cláusula 2.2 do acordo complementar, assinado entre a empresa do GES e o GSC e diz respeito a “2,8 por cento sobre o preço do contrato”. Segundo o Correio da Manhã a factura não é precisa em relação a moeda utilizada, por ter sido emitida em Londres intui-se que o valor é expresso em euros ou libras.
A investigação alemã investiga várias empresas do Grupo Espírito Santo que estariam envolvidas nas operações de pagamentos “luvas”, como: Escom UK, Lda, no Reino Unido, da Escom nas Ilhas Virgens (offshore), da Espírito Santo Resources, da Espírito Santo International Holdings, da Navivessel, da International Defence Finance e da Oilmax.
Fundada em 1993 pelo grupo Espírito Santo e por Helder Bataglia, a Escom começou a sua actividade ligada ao “trading,” com o objectivo de “dar continuidade histórica aos projectos do grupo Espírito Santo em África”.