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Violência doméstica: aumenta o número de queixas registadas 

Até agosto, as forças de segurança receberam 20.334 queixas de violência doméstica. Trata-se de um aumento de 1,6% face ao período homólogo. No primeiro semestre deste ano ocorreram 16 femicídios. 
Aumentam queixas de violência doméstica. Free public domain CC0 photo

Em audição na Assembleia da República, o ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, indicou que as forças de segurança receberam 20.334 participações de violência doméstica até agosto deste ano. Este número significa um aumento de 1,6%, correspondendo a mais 313 participações.

Destas 20.334 participações, 63% dizem respeito a violência física. As queixas registadas por violência psicológica também aumentaram.

“A participação dos crimes de violência doméstica tem vindo a aumentar, na medida em que há já uma maior perceção e sensibilização para a gravidade deste crime” afirmou o ministro, acrescentando que é preciso “conhecer as cifras negras, ou seja, conhecer a criminalidade que é desconhecida porque não é denunciada”.

José Luís Carneiro indicou que estão em fase de conclusão os trabalhos para a criação de uma base de dados da violência doméstica. 

O ministro informou que foi dada formação a mais de oito mil efetivos das forças de segurança na área da violência contra as mulheres e violência doméstica e indicou existirem 490 salas de atendimento à vítima, das quais 329 em postos territoriais da GNR e 161 em esquadras da PSP.

Femicídios em 2022

Nos primeiros seis meses deste ano, já ocorreram 16 femicídios em Portugal. Os dados foram apresentados em julho, numa conferência na Faculdade de Psicologia e Ciência da Educação da Universidade do Porto. No âmbito desta conferência foi lançada a campanha “O femicídio pode ser prevenido: liga os pontos” que visa consciencializar a população para o femicídio, através da divulgação de cinco vídeos. 
 

Esta campanha foi organizada por oito entidades em cinco países, designadamente Portugal, Espanha, Alemanha, Chipre e Malta. Portugal está representado pela FPCEUP e pala União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR).

Onde procurar ajuda

Em Portugal, a violência doméstica é um crime público, o que significa que qualquer pessoa pode denunciar o crime. 

Para obter esclarecimentos e ajuda poderá contactar:
Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV): Telefone 116 006 e www.apav.pt  
Comissão para a  Igualdade de Género (CIG): Linha SMS 3060, telefone 800 202 148 e www.cig.gov.pt  
União de Mulheres Alternativa e Resposta: Porto 220 933 787 ou 910 504 600, Almada 212 942 198. www.umarfeminismos.org 

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