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Trabalhadores dos CTT em greve nos próximos três dias úteis

Os trabalhadores dos CTT estarão em greve segunda, quarta e quinta, reivindicando aumentos salariais e mais trabalhadores na área postal. Em comunicado, o Bloco de Esquerda manifesta apoio à luta e defende que “os CTT sob gestão pública são essenciais à coesão territorial”.
Trabalhadores dos CTT estão em greve por melhores salários - Foto de Paulete Matos
Trabalhadores dos CTT estão em greve por melhores salários - Foto de Paulete Matos

Em declarações à Lusa, o secretário geral do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT), Vitor Narciso, disse que a greve deverá ter “um grande impacto no atendimento e no tratamento e distribuição de correspondência, mas é essa a intenção, para que a empresa perceba a indignação dos trabalhadores e a opinião pública perceba o que se passa nos CTT”.

Vítor Narciso disse que o objetivo da greve é que “seja reposta a normalidade nos CTT em termos de contratação coletiva e de qualidade do serviço público que é prestado à população, que é cada vez pior, com os atrasos a aumentar na distribuição de correspondência”.

Bloco defende CTT como serviço público universal e aumentos salariais dignos

Em comunicado, o Bloco de Esquerda diz que “as condições impostas pela ANACOM e pelo contrato de serviço público deixaram de ser cumpridas” pela empresa, que “foram alienados edifícios e desapareceram ferramentas da concessão do Serviço Postal Universal”, refere ainda que “as condições de trabalho pioraram para todos os trabalhadores operacionais, tendo aumentado o recurso à precariedade”.

O documento refere ainda que a administração diz que não tem liquidez para aumentos salariais, mas “distribui mais de meio milhão de euros a 1/3 dos trabalhadores”, procurando “dividir para reinar”.

O comunicado critica a empresa por continuar a não renovar contratos, aumentando a “utilização do trabalho ao dia e à peça nos locais em que não há capacidade de entrega do correio e expresso”. O Bloco critica também o agravamento das condições de trabalho, a redução da limpeza e a falta de higienização, assim como a falta de respeito por horários e a falta de apoio a quem está em teletrabalho.

O Bloco alerta também que “estão a decorrer negociações para garantir o serviço universal durante o período que o governo precisa para preparar uma nova concessão” e sinaliza vários riscos para os trabalhadores: “a divisão por área territorial da concessão, a possibilidade do fim da distribuição diária, o aumento considerável dos preços do serviço”.

O documento defende também que uma eventual “entrada de capital do Estado tem que corresponder a uma gestão pública da empresa”.

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PDF icon CTT - Comunicado do Bloco de Esquerda92.38 KB
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