Na tarde de quarta-feira, os trabalhadores da Fundação INATEL concentraram-se em frente à sede da Fundação. Em comunicado a FESAHT, Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal, sintetiza assim suas razões: “por aumento dos salários, pelo cumprimento do Acordo de Empresa e respeito pelos trabalhadores”.
O sindicato explica que o acordo de empresa em vigor foi assinado em dezembro de 2018 e entrou em vigor em fevereiro seguinte. A partir daí “a administração da Fundação INATEL tentou por diversas vezes não pagar o subsídio noturno devido aos trabalhadores com a categoria de rececionistas, que exerciam o seu horário em período noturno”.
O que está em causa agora é uma “nova manobra” com o “objetivo de alterar unilateralmente os horários, de modo, alega a administração, a não pagar o subsídio de turno, desde o início do presente mês de julho, a todos os trabalhadores que exercem funções em horário por turnos”.
À Lusa, o dirigente sindical Francisco Figueiredo assegurou que “há cerca de dois meses a empresa, para fugir, estabeleceu horários fixos aos trabalhadores, numa primeira fase horários fixos de um mês, depois passou para três meses e agora parece que quer seis meses. Para nós é inaceitável que agora se pretenda alterar o regime de horário dos trabalhadores para fugir ao pagamento de um seu direito”.
A FESAHT recorda que a administração da Fundação “não está a aplicar as normas do AE negociado com os Sindicatos da FESAHT (retribuição do trabalho noturno, trabalho por turnos ou o descanso semanal, entre outras situações)” e “tem sistematicamente recusado negociar salários para 2019 e 2020”. Francisco Figueiredo insiste que quando a administração assinou o Acordo de Empresa em 2018 ficou no texto que faria uma proposta de aumento para 2019, o que não aconteceu, nem em 2020”.