Trabalhadores da Euroresinas em greve até dia 26

13 de October 2022 - 12:03

Reivindicam-se aumentos salariais e progressão na carreira. Os sindicalistas denunciam que um trabalhador em início de funções recebe 908 euros e “há trabalhadores com 22 anos de empresa que ganham 1.040 euros”.

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Euroresinas em luta. Foto do SITE Sul.
Euroresinas em luta. Foto do SITE Sul.

Os trabalhadores da Euroresinas, uma empresa da indústria química de Sines que pertence ao Grupo Sonae Arauco, entraram em greve esta quarta-feira. O protesto durará até ao próximo dia 26 de outubro, sendo reivindicado um aumento salarial extraordinário para fazer face ao aumento do custo de vida.

Em nota de imprensa, a Comissão Sindical da Euroresinas indica que há “intransigência negocial e insistência por parte da empresa em manter os baixos salários”, reivindicando-se vários pontos para além do aumento salarial, nomeadamente um ajuste da grelha salarial para que “os trabalhadores possam ter uma progressão de carreira mais rápida que corresponda à sua valorização”, um aumento no prémio de assiduidade e o “fim da discriminação” na atribuição de prémios.

À Rádio Sines, Jorge Marinho, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores das Industrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul disse que “as fábricas de produção estão totalmente paradas desde as 00:00 de hoje”, havendo “uma forte adesão dos trabalhadores” à greve.

O sindicalista explicou que durante o último processo de luta, em janeiro, foi conseguido “um aumento de salário de 30 euros e mais 140 no prémio que vai ser atribuído em março de 2023, só que devido ao aumento do custo de vida e da inflação, os 30 euros foram absorvidos, desapareceram e os trabalhadores, que têm salários baixos, sentem mais dificuldades”.

O SITE-Sul fala em discriminação salarial, declarando o seu dirigente que “a meio deste ano, a empresa, fez ajustes salariais a trabalhadores e o que queremos é que todos os trabalhadores sejam tratados por igual, porque todos passamos dificuldades, não pode haver discriminação entre setores e trabalhadores”.

Para além disso, criticam-se os baixos salários: um trabalhador que inicie funções na empresa recebe “908 euros” e “há trabalhadores com 22 anos de empresa que ganham 1.040 euros”.