Os trabalhadores da Euroresinas, uma empresa da indústria química de Sines que pertence ao Grupo Sonae Arauco, entraram em greve esta quarta-feira. O protesto durará até ao próximo dia 26 de outubro, sendo reivindicado um aumento salarial extraordinário para fazer face ao aumento do custo de vida.
Em nota de imprensa, a Comissão Sindical da Euroresinas indica que há “intransigência negocial e insistência por parte da empresa em manter os baixos salários”, reivindicando-se vários pontos para além do aumento salarial, nomeadamente um ajuste da grelha salarial para que “os trabalhadores possam ter uma progressão de carreira mais rápida que corresponda à sua valorização”, um aumento no prémio de assiduidade e o “fim da discriminação” na atribuição de prémios.
À Rádio Sines, Jorge Marinho, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores das Industrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul disse que “as fábricas de produção estão totalmente paradas desde as 00:00 de hoje”, havendo “uma forte adesão dos trabalhadores” à greve.
O sindicalista explicou que durante o último processo de luta, em janeiro, foi conseguido “um aumento de salário de 30 euros e mais 140 no prémio que vai ser atribuído em março de 2023, só que devido ao aumento do custo de vida e da inflação, os 30 euros foram absorvidos, desapareceram e os trabalhadores, que têm salários baixos, sentem mais dificuldades”.
O SITE-Sul fala em discriminação salarial, declarando o seu dirigente que “a meio deste ano, a empresa, fez ajustes salariais a trabalhadores e o que queremos é que todos os trabalhadores sejam tratados por igual, porque todos passamos dificuldades, não pode haver discriminação entre setores e trabalhadores”.
Para além disso, criticam-se os baixos salários: um trabalhador que inicie funções na empresa recebe “908 euros” e “há trabalhadores com 22 anos de empresa que ganham 1.040 euros”.