Ao final da manhã desta quinta-feira, os trabalhadores da empresa municipal de estacionamento de Lisboa, a EMEL, concentraram-se em frente à Câmara Municipal em defesa de um “aumento salarial digno”.
O Conselho de Administração deu por encerradas as negociações para o ano de 2022, o que os trabalhadores num plenário realizado a 27 de Outubro, à porta da sede da EMEL, disseram não aceitar. O CESP, Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal considera que esta recusa em continuar as negociações demonstra “total insensibilidade” e que a Câmara Municipal de Lisboa, que é o único acionista da empresa, “pretende desresponsabilizar-se da situação em que se encontram estes trabalhadores”.
Explica-se que o “aumento salarial deste ano está muito aquém do reivindicado pelos trabalhadores e do aumento do custo de vida”. Ou seja, “o aumento da inflação, para cima dos 10%, já comeu há muito tempo o parco aumento salarial que foi dado aos trabalhadores”.
Criticam por isso o presidente da autarquia, Carlos Moedas: este “não pode andar a apregoar que é inaceitável aumentos salariais inferiores à inflação ao mesmo tempo que recusa tomar medidas pelos trabalhadores que estão sob a sua dependência e que tiveram aumentos salariais muito inferiores à inflação”.
Para os trabalhadores, “o executivo da CML tem de saber que os trabalhadores da EMEL empobrecem a trabalhar enquanto ao mesmo tempo geram os milhões de lucro da empresa”. A mobilização exigiu que a autarquia “tome medidas imediatas para o início imediato do processo negocial de modo a permitir que os salários dos trabalhadores sejam valorizados ainda no ano de 2022”.