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Sines: Ambientalistas e sindicalistas denunciam transição energética injusta

Fiequimetal está preocupada com o futuro dos trabalhadores após o encerramento da central em janeiro de 2021. Campanha Empregos para o Clima afirma: “Este é um excelente exemplo de como não fazer uma transição energética”. Bloco voltou a pedir garantias de manutenção de todos os empregos da central de Sines.
Central termoelétrica de Sines - Foto de Alberto Frias/Lusa
Central termoelétrica de Sines - Foto de Alberto Frias/Lusa

Federação sindical preocupada com futuro dos trabalhadores

A Fiequimetal (Federação intersindical das indústrias metalúrgicas, químicas, eléctricas, farmacêutica, celulose, papel, gráfica, imprensa, energia e minas – CGTP-IN), manifestou na quarta-feira, 15 de julho, preocupação dos trabalhadores da central termoelétrica de Sines, após o seu encerramento em janeiro de 2021.

"Mantemos algumas reservas e preocupações relativamente à situação dos trabalhadores que a EDP tem na central de Sines, apesar de a empresa ter dito que vai cumprir as suas obrigações com todos os trabalhadores", disse à agência Lusa Joaquim Gervásio, dirigente da Fiequimetal, após uma renião com a empresa. Os sindicalistas estão preocupados com os 107 trabalhadores da central, mas também com 200 trabalhadores precários, que ali trabalham através de 4 empresas.

A EDP disse à federação sindical que já tem prevista a evolução da situação dos 107 trabalhadores da central, à exceção de 15, que ainda têm os seus processos em análise. A empresa diz que uma parte dos trabalhadores vai para a reforma ou para a pré-reforma e que, quanto aos restantes, assim como aos cerca de 200 precários, terão “oportunidades de mobilidade” no grupo EDP, e que após o encerramento da central decorrerão trabalhos de desmantelamento que poderão ocupar esses trabalhadores.

Campanha Empregos para o Clima denuncia transição energética injusta

A campanha Empregos para o Clima, por sua vez, contesta o fecho da central de Sines sem garantias para a totalidade dos trabalhadores. A campanha envolve ativistas, coletivos e sindicatos.

“Este é um excelente exemplo de como não fazer uma transição energética” afirma Andreia Ferreira, ativista no Climáximo, esclarecendo que “sempre defendemos que uma verdadeira transição justa tem que garantir os postos de trabalho de todas as pessoas diretamente afetadas pelo encerramento necessário das centrais de Sines e do Pego, sem exceções”.

A campanha Empregos para o Clima defende ainda a requalificação profissional dos trabalhadores de indústrias poluentes para o setor de energia renovável solar e eólica e a criação de uma empresa pública de energia 100% renovável.

Andreia Ferreira frisa: “Num momento de tempestade perfeita de crise sanitária, económica, climática e social, quaisquer medidas estruturais têm de contribuir para travarmos todas estas frentes. Não é o caso no encerramento desta central”.

Bloco quer garantia de manutenção de todos os empregos da central de Sines

Na terça-feira passada, o Bloco voltou a pedir garantias ao Ministro do Ambiente de manutenção de todos os empregos da central de Sines.

 

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